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Tuchel diz que Inglaterra está 'faminta' e vai encontrar um jeito de parar Lionel Messi

Mentalidade da seleção inglesa pode levar a equipe à final da Copa do Mundo depois de 60 anos, aponta o técnico alemão

14 jul 2026 - 21h22
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ATLANTA - Aos 39 anos e em sua derradeira Copa do Mundo, Lionel Messi vai enfrentar pela primeira vez a Inglaterra, e está avisado: os ingleses o estudaram e vão tentar encontrar um caminho para pará-lo, segundo o técnico Thomas Tuchel.

O treinador alemão de 52 anos considera o astro argentino um dos maiores de todos os tempos, não o maior. "Um deles", diz. "Há tantas camadas diferentes no futebol, em tantas posições diferentes. Ele está entre os melhores, com certeza".

Suas declarações são ponderadas, sem exageros, ainda que esteja falando do maior artilheiro da história das Copa, com o qual os ingleses terão atenção, tentando reduzir ao máximo os espaços que terá o camisa 10.

"Ele encontra espaços, ele encontra momentos e acho que todo o time compra essa ideia. Eles compram a ideia de apoiá-lo, de ajudá-lo, e estão simplesmente prontos quando ele explode em ação para fazer a diferença. Nós nos prepararemos para isso, é claro", disse o treinador.

Ele mencionou o bom desempenho de sua equipe contra o craque norueguês Erling Haaland para dizer que é possível fazer o mesmo com Messi. "Agora vamos encontrar uma maneira (de parar Messi).

A Inglaterra disputou somente três semifinais de Copa do Mundo. Venceu Portugal em 1966, ano em que conquistou seu primeiro e único título; perdeu para a Alemanha Ocidental nos pênaltis em 1990 e amargou nova derrota para a Croácia em 2018.

Há, segundo Tuchel, "fome" nos jogadores ingleses para levar a seleção à segunda final de Copa do Mundo, mantendo vivo o sonho de encerrar o jejum de 60 anos sem a taça mais cobiçada do planeta.

"Sabemos por que estamos aqui, o que queremos. Não nos envergonhamos de sonhar. Chegamos muito famintos nas semifinais", disse. "Estamos aqui para jogar do nosso jeito, para impor nosso estilo, a nossa força. Sabemos o tamanho do obstáculo, mas estamos prontos".

"Temos a garra, temos a mentalidade necessária para enfrentar isso. E estamos prontos para o desafio", acrescentou, embora reconheça que a equipe tem de melhorar para alcançar a vaga na decisão, repetindo o discurso crítico minutos depois das quartas de final, quando mostrou descontentamento com o desempenho do time.

"Sabemos que precisamos jogar melhor. Ainda temos margem para evoluir em vários aspectos do nosso jogo e queremos mostrar isso contra a Argentina".

Quem vencer vai encarar na decisão a Espanha, que passou pela favorita França. A final está marcada para domingo, 19, no MetLife Stadium, em East Rutherford.

Estadão
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