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Totti deixa cargo de diretor da Roma e dispara contra donos do clube

17 jun 2019
11h31
atualizado às 13h31
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Fim de uma era na Roma. Um ano depois de pendurar as chuteiras, Francesco Totti, maior ídolo da história dos giallorosso, renunciou ao cargo de dirigente na manhã desta segunda-feira e fez duras declarações contra os empresários norte-americanos que compraram o clube em 2011, em especial James Palotta, um dos quatro donos e atual presidente.

Em entrevista coletiva concedida no Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Totti questionou as intenções dos novos donos do clube, dizendo que acabou sendo excluído das decisões.

"Não foi minha culpa, porque eu nunca tive a chance de me expressar, eles nunca me envolveram em um projeto técnico. O primeiro ano pode estar lá, o segundo eu entendi o que eu queria fazer e nunca nos encontramos, nunca nos ajudamos. Sabiam do meu desejo de dar muito a esta equipe, mas nunca quiseram. Me deixaram fora de tudo. Tirar os romanos da Roma sempre foi uma ideia fixa de algumas pessoas. No final conseguiram o que queriam", disse.

O ídolo ainda expressou a sua tristeza em deixar o clube depois de 30 anos, dizendo que essa despedida foi mais dolorosa do que quando pendurou as chuteiras.

"Isso é muito pior do que me retirar como jogador. Deixar a Roma é como morrer. Eu sinto que seria melhor se eu tivesse morrido", afirmou.

Sobre o futuro e a possibilidade de retornar ao clube algum dia, Totti foi enfático ao dizer que tudo depende de quem estiver no comando.

"Voltar um dia? Com outros donos. Então teremos de ver se eles me chamam, se acreditam em mim. Nunca fiz e nunca farei mal à Roma, porque para mim ela vem antes de tudo. Hoje eu poderia até morrer, seria melhor. Como disse antes, é melhor que eu tome a decisão de sair", completou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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