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Futebol

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Torcedores iranianos usam bandeira proibida pela Fifa durante protesto em jogo da Copa nos EUA

Manifestantes utilizam símbolo pré-Revolução Islâmica de 1979 em ato contra os aiatolás durante duelo com a Nova Zelândia na Califórnia

15 jun 2026 - 23h20
(atualizado em 16/6/2026 às 01h11)
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A partida entre Irã e Nova Zelândia, que terminou empatada em 2 a 2 nesta segunda-feira, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia, nos Estados Unidos, pelo Grupo G da Copa do Mundo, foi além do futebol. Centenas de iranianos aproveitaram a presença no estádio e nos arredores para protestar politicamente, inclusive utilizando uma bandeira proibida pela entidade dentro das competições organizadas por ela.

A manifestação representa um ato de oposição ao regime dos aiatolás. Mesmo com a proibição, alguns torcedores conseguiram entrar no estádio portando a bandeira. Em mais um gesto geopolítico de impacto nesta edição do Mundial.

Situação semelhante já havia gerado repercussão antes desta segunda-feira, durante protestos no local onde a seleção realizou o último treino antes da estreia, em Carson, cidade vizinha a Inglewood. Ambas fazem parte da região metropolitana de Los Angeles, onde está concentrada a maior população iraniana fora do país.

A participação do Irã no torneio foi cercada de dúvidas devido às tensões e aos conflitos com os Estados Unidos. A delegação precisou alterar o local de preparação por conta de questões relacionadas à emissão de vistos, incluindo o do presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, que não viajou a Inglewood com a delegação. Inicialmente prevista para Tucson, cidade estadunidense no estado do Arizona, a concentração da equipe foi transferida para Tijuana, no México.

Integrante do Grupo G, o Irã volta a campo na segunda rodada diante da Bélgica, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), novamente no SoFi Stadium. Na sequência, encerra sua participação na fase de grupos contra o Egito, no sábado (27), à 0h (de Brasília), no Lumen Field, em Seattle.

Estadão
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