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Futebol

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Técnico de Cabo Verde defende Copa mais inclusiva: 'Não pertence só aos países ricos'

Para ele, o novo formato e a ampliação do Mundial ajudam a equilibrar o cenário internacional

26 jun 2026 - 09h31
(atualizado às 09h49)
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Foto: Florencia Tan Jun/Getty Images / Esporte News Mundo

O técnico de Cabo Verde, Pedro Brito, o "Bubista", destacou o caráter inclusivo da Copa do Mundo 2026 e afirmou que o futebol deve ser entendido como um esporte global, aberto a todas as nações, independentemente do poder econômico.

Em entrevista durante a competição, o treinador valorizou o aumento da diversidade no torneio e a presença de seleções com menor tradição em Copas do Mundo. Para ele, o novo formato e a ampliação do Mundial ajudam a equilibrar o cenário internacional e dão mais visibilidade a projetos em desenvolvimento fora do eixo das grandes potências.

"Estamos muito satisfeitos com a possibilidade de esses países poderem participar da Copa do Mundo. Penso que o futebol é para todos. Não pertence apenas aos países ricos. É dos povos também", afirmou Bubista.

O treinador também ressaltou o impacto simbólico da participação de Cabo Verde no Mundial, classificando o momento como histórico para o país e para o futebol africano. Segundo ele, a presença da seleção na Copa do Mundo é resultado de um processo de evolução técnica e estrutural construído ao longo dos últimos anos.

Bubista reforçou ainda que o torneio vai além da disputa esportiva, funcionando como uma vitrine cultural e social. Para o técnico, o Mundial permite que seleções emergentes dividam o mesmo palco com potências tradicionais, ampliando o alcance e a representatividade do futebol.

"Então, estamos extremamente satisfeitos com a possibilidade sempre dos menos ricos, digamos assim, ter essa possibilidade de participar. E isso nos dá razão. Se temos equipes que estão a conseguir ultrapassar, principalmente, a primeira fase deste torneio, que é o mais alto em termos esportivos, temos de estar satisfeitos com isso. Esperamos que a nossa participação também, sendo um país pequeno e pobre, siga de exemplo também para os outros países mais pobres e pequenos como nós", completou.

Além disso, o treinador destacou que a experiência em um torneio dessa magnitude também contribui diretamente para o desenvolvimento da seleção cabo-verdiana, tanto em termos técnicos quanto na formação de novos atletas, que passam a ter contato com um nível mais alto de competitividade internacional.

A fala do treinador se insere em um contexto de maior abertura competitiva da Copa do Mundo, marcada por uma participação mais ampla de países de diferentes continentes e níveis de investimento, reforçando a ideia de um futebol cada vez mais globalizado.

Esporte News Mundo
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