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Silvio Barsetti, ex-repórter do Estadão, morre aos 61 anos

Jornalista foi responsável por um dos maiores furos de reportagem do jornal, quando descobriu que o Morumbi ficaria fora da da Copa do Mundo de 2014; causa da morte foi um melanoma metastático

13 out 2026 - 10h58
(atualizado às 11h40)
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Resumo
O jornalista Silvio Barsetti faleceu aos 61 anos, no Rio de Janeiro, vítima de um melanoma metastático. Com passagens por veículos como Jornal do Brasil e CBF, atuou por duas décadas no Estadão, cobrindo grandes eventos esportivos. Sua carreira foi marcada pelo histórico furo de reportagem em 2010, no qual revelou com exclusividade a exclusão do Morumbi da Copa do Mundo de 2014 e a escolha da nova arena em Itaquera para a abertura do Mundial. Ele também era escritor e atuava na CBF desde 2023.

Morreu, aos 61 anos, o jornalista Silvio Barsetti, que trabalhou no Estadão entre 1995 até 2015. Ele foi vítima de um melanoma metastático, doença que o acometeu no ano passado, quando passou por uma cirurgia no cérebro e sessões de radioterapia. O jornalista voltou a ser internado no domingo, 11, no Rio, mas não resistiu, falecendo nesta segunda-feira, 12.

Barsetti iniciou a carreira em 1988 e atuou nas áreas de esporte, cultura e política. Ele ficou marcado por um dos maiores furos de reportagem da história do Estadão, quando publicou, em 2010, a notícia que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014 e um novo estádio seria construído, em Itaquera, para o Mundial.

Naquele momento, a expectativa era de que o Morumbi recebesse a partida de abertura da competição, enquanto o Maracanã seria palco da final. O São Paulo já planejava reformas, novos camarotes e investimentos para preparar o estádio, com a perspectiva de retorno financeiro e de exposição internacional. Barsetti informou que a casa tricolor não apenas perderia o jogo de estreia, mas ficaria fora da lista de estádios da Copa.

O jornalista Silvio Barsetti morreu aos 61 anos.
O jornalista Silvio Barsetti morreu aos 61 anos.
Foto: Reprodução/@Silvio.barsetti via Facebook / Estadão

A apuração foi defendida pelo editor à época, Eduardo Maluf, e publicada com o aval da cúpula do Estadão. A repercussão foi imediata. O próprio São Paulo procurou o jornal para entender a origem da informação, enquanto CBF e Fifa inicialmente negaram o conteúdo. Meses depois, a exclusão do Morumbi foi confirmada, assim como o projeto de construção de um estádio em Itaquera.

A arena do Corinthians acabou recebendo a abertura da Copa de 2014 e sediou a semifinal entre Argentina e Holanda. A reportagem rendeu ao jornalista prêmios e homenagens e se consolidou como um dos grandes furos do jornalismo esportivo nacional.

Pelo Estadão, Barsetti cobriu a Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão; os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio; e a Olimpíada de 2012, em Londres.

Ao longo da carreira, o jornalista passou pelo Jornal dos Sports, pelo Jornal do Brasil e pelo jornal O Dia. Trabalhou por cerca de duas décadas na sucursal carioca do Estadão e também foi colunista do portal Terra. Participou ainda da pesquisa do livro Vinicius de Moraes: o poeta da paixão, de José Castello, publicado pela Companhia das Letras.

Amigos e colegas próximos de Barsetti afirmam que uma das características do jornalista era o faro para a notícia e a busca pela informação em pontos que não estavam claros.

Barsetti também escreveu os livros A Farra dos Guardanapos e O Outro Lado do Poder. Desde 2023, trabalhava na área de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Estadão
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