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Regra curiosa envolvendo o pênis dos atletas chama atenção

A Federação Internacional de Esqui (FIS) abriu um debate técnico envolvendo critérios corporais utilizados na medição dos trajes do salto com esqui, às vésperas dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026.

4 fev 2026 - 14h06
(atualizado às 14h25)
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Foto: Julia Piatkowska/FIS / Esporte News Mundo

A Federação Internacional de Esqui (FIS) investiga uma polêmica incomum envolvendo possíveis tentativas de manipulação de medidas corporais no salto com esqui às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. A discussão gira em torno de regras técnicas de medição dos atletas e do impacto aerodinâmico dos trajes utilizados na modalidade.

No salto com esqui, o traje tem papel determinante no desempenho, funcionando como uma superfície de sustentação durante o voo. Por isso, seu tamanho é rigidamente controlado pela FIS e calculado a partir de medições corporais específicas feitas por scanners 3D. Entre esses critérios está a chamada "medida da passada", que considera a distância entre o solo e o ponto mais baixo da região genital do atleta.

De acordo com reportagem do jornal alemão Bild, autoridades suspeitam que alguns competidores estariam tentando alterar artificialmente essa medida para obter autorização para trajes maiores, o que proporcionaria vantagem aerodinâmica. As denúncias apontam dois métodos principais: a aplicação de ácido hialurônico na região genital para aumento de volume e o uso de dispositivos de silicone durante o procedimento oficial de medição.

A FIS confirmou que está ciente das suspeitas. Matthias Hafele, gerente de equipamentos da entidade, afirmou que o sistema atual apresenta brechas e que mudanças estão em estudo. A principal proposta é substituir a medição baseada em tecidos moles por um modelo focado exclusivamente na estrutura óssea, o que impediria qualquer tentativa de manipulação anatômica.

Atletas também se manifestaram sobre o caso. O norueguês Halvor Egner Granerud, um dos principais nomes da modalidade, classificou a prática como absurda e disse nunca ter ouvido falar desse tipo de expediente antes da repercussão do tema na imprensa europeia.

O episódio reacende um debate antigo no salto com esqui, modalidade historicamente marcada por tentativas de burlar regras relacionadas aos trajes. Em outras temporadas, já houve casos envolvendo costuras que se alteravam após a medição oficial e o uso de roupas internas reforçadas para modificar artificialmente o ajuste do uniforme.

A FIS trabalha para implementar o novo sistema de medição ainda antes dos Jogos de 2026, com o objetivo de preservar a igualdade competitiva e evitar que brechas técnicas comprometam o resultado esportivo.

Esporte News Mundo
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