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Futebol

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O que falta para Marcos Lamacchia comprar a SAF do Vasco? Veja

Empresário já apresentou proposta, mas negócio ainda depende de autorização da Justiça e de outras etapas

24 ago 2026 - 05h08
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Resumo
A compra da SAF do Vasco por Marcos Lamacchia depende de autorização da Justiça, devido à recuperação judicial do clube. A oferta da Almirante Participações supera R$ 3 bilhões no total e servirá de base para um processo competitivo, no qual o empresário terá direito de cobrir propostas rivais. Caso vença a disputa, a aquisição ainda precisará de homologação judicial e do aval do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral vascaínos para ser concluída.

A compra da SAF do Vasco por Marcos Lamacchia depende, neste momento, da autorização da Justiça para o avanço do processo competitivo. A proposta do empresário já está apresentada, mas ainda precisa passar pelas etapas judiciais previstas na recuperação judicial do clube.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ X @AtencaoVascainos / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a Almirante Participações, empresa ligada a Lamacchia, apresentou uma oferta que servirá como base para a disputa. A partir da autorização judicial, outros interessados poderão apresentar propostas pelo controle do futebol vascaíno.

Caso uma oferta superior seja apresentada, Lamacchia terá direito de cobertura e poderá igualar o valor. Se nenhum concorrente superar sua proposta, a Almirante será declarada vencedora. Depois dessa etapa, ainda será necessária a homologação da arrematação pela Justiça.

Por que a Justiça é decisiva?

A situação do Vasco aumenta a complexidade da negociação porque o clube está em recuperação judicial. Por isso, a operação precisa seguir regras específicas e ser acompanhada pelas autoridades responsáveis pelo processo.

Além da Justiça, participam do acompanhamento a administradora judicial, o Ministério Público e a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol). O processo também envolve discussões sobre a situação financeira do clube e os empréstimos realizados pela família Lamacchia.

Empréstimos entram no processo

Em 2025, a Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia, pai de Marcos, venceu um processo competitivo para emprestar R$ 80 milhões ao Vasco. Neste ano, a Almirante Participações concedeu outros R$ 40 milhões ao clube.

O grupo também pediu um novo empréstimo de R$ 150 milhões, mas a Justiça negou a solicitação. A magistrada determinou uma nova auditoria financeira antes de liberar recursos. Os empréstimos do grupo passaram a ser analisados no processo.

Quanto Marcos Lamacchia pretende investir?

A proposta apresentada pelo empresário envolve valores superiores a R$ 3 bilhões quando considerados todos os compromissos previstos para a operação. O plano inclui R$ 500 milhões em aportes diretos para o futebol e mais R$ 150 milhões destinados ao centro de treinamento.

Marcos Lamacchia também assumiria cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas do Vasco. O empresário ainda prevê cobrir o déficit do futebol por cinco anos. Atualmente, o rombo é estimado em R$ 300 milhões por temporada.

Dívidas também fazem parte do acordo

Pelo modelo apresentado, o novo controlador assumiria responsabilidades financeiras previstas na recuperação judicial. A proposta também prevê a garantia dos pagamentos estabelecidos no plano e a absorção de determinados empréstimos já realizados pelo grupo.

Para o Vasco, esse ponto é fundamental para equilibrar as contas e garantir recursos para manter a operação do futebol. O aporte daria maior previsibilidade financeira e ajudaria o clube a cumprir seus compromissos.

O que ainda precisa acontecer?

Mesmo que a Justiça autorize o processo competitivo e a proposta de Lamacchia seja vencedora, a venda ainda não estará concluída. A operação precisará ser homologada judicialmente e seguir as etapas necessárias para a transferência do controle da SAF.

Depois, entram em cena o Conselho Deliberativo e a Assembleia Geral do Vasco, conforme as regras previstas para a operação. Somente após o cumprimento dessas etapas Marcos Lamacchia poderá assumir oficialmente o controle da SAF.

Por enquanto, Marcos Lamacchia segue como principal interessado na compra da SAF do Gigante da Colina. O avanço do negócio, porém, depende da autorização da Justiça para a abertura do processo competitivo.

RTI Esporte
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