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Não é só o Irã: veja seleções que já boicotaram ou desistiram de jogar a Copa do Mundo

De guerras a protesto por vagas, Fifa enfrentou problemas com participantes em outras edições

11 mar 2026 - 13h07
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A quarta-feira começou movimentada com a confirmação, por parte do Irã, de que a seleção de seu país não vai estar presente na Copa do Mundo deste ano sob a alegação de que o contexto de guerra no Oriente Médio inviabiliza a participação no torneio. Este cenário, no entanto, está longe de ser incomum e deixa um legado já a partir do primeiro Mundial, realizado no longínquo ano de 1930, no Uruguai.

Apenas quatro seleções europeias marcaram presença na competição. França, Bélgica, Romênia e Iugoslávia representaram o velho continente enquanto sete nações da América do Sul entraram na disputa. Estados Unidos e México completaram a lista de participantes. Assim, o Mundial do Uruguai teve o país anfitrião como campeão em uma decisão disputada contra a Argentina, numa das raras finais entre sul-americanos.

A questão aflorou a rivalidade entre sul-americanos e europeus com a decisão da Fifa de realizar a Copa na França em vez de manter o rodízio de sedes entre os continentes. Argentinos e uruguaios desistiram de competir e tiveram a adesão de outros vizinhos da América do Sul. O Brasil, no entanto, não seguiu essa tendência e terminou em terceiro lugar no Mundial de 1938.

Considerada por muitos como o berço do futebol, a Inglaterra também entra nesse contexto, assim como os países da Grã-Bretanha. Essas seleções, que inicialmente não valorizavam este torneio de seleções, só passaram a participar das edições de Copa a partir de 1950, quando o Mundial foi sediado no Brasil.

Por conta da logística, França, Portugal, Irlanda e Turquia abriram mão de deixar a Europa por causa do alto custo das longas viagens. Mas o boicote também veio por parte dos "hermanos". Após o cancelamento das Copas de 1942 e 1946 por causa da Segunda Guerra, a Argentina se achava no direito de sediar a competição em 1950. A escolha do Brasil gerou protestos da AFA (Associação de Futebol Argentina) que decidiu não participar.

Outra edição que teve um cenário conturbado neste sentido foi em 1966, quando 16 seleções africanas deram início a um protesto contra a Fifa reivindicando uma vaga direta sem ter de disputar uma eliminatória com representantes de um outro continente. A pressão deu resultado e, quatro anos depois, no México, o Mundial passou dar uma vaga direta para a África e também para a Ásia.

Pulando para os anos 80, o próprio Irã voltou a ser personagem de uma desistência. No auge da guerra Irã-Iraque, a Fifa determinou que os dois países não poderiam exercer o mando de campo em casa por questões de segurança. Ao contrário do Iraque, que aceitou jogar como mandante em países como o Kwait e a Arábia Saudita, os iranianos não "digeriram" a regra da entidade que comanda o futebol e ficaram de fora da Copa do Mundo do México, em 1986.

Estadão
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