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Na estreia no Brasileirão, Cuca repete estratégia do título de 2016

Treinador campeão com o Palmeiras quer nova arrancada no início do Brasileirão e volta a usar atletas versáteis

26 abr 2019
04h41
atualizado às 04h41
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Em sua reestreia amanhã pelo São Paulo no Campeonato Brasileiro, diante do Botafogo, no Morumbi, o técnico Cuca pretende atualizar alguns conceitos táticos que o levaram ao título brasileiro em 2016 com o Palmeiras.

A presença de um centroavante com liberdade para sair da área e a escalação de atletas versáteis, capazes de realizar mais de uma função, são algumas características que aproximam os dois times que o técnico treinou recentemente. Cuca espera trilhar no São Paulo o mesmo caminho que o levou à taça três anos atrás. Para isso, vai repetir alguns atalhos. O primeiro deles é uma arrancada nas rodadas iniciais.

O Palmeiras fez 19 pontos nas 9 primeiras rodadas em 2016 (seis vitórias e um empate). Cuca quer nova arrancada com o São Paulo em 2019. Até a parada para a Copa América, o São Paulo vai enfrentar: Botafogo (c), Goiás (f), Flamengo (c), Fortaleza (f), Bahia (c), Corinthians (f), Cruzeiro (c), Avaí (f) e Atlético-MG (f).

Confirmado como camisa 9, a referência na área, Alexandre Pato vai fazer sua estreia com funções semelhantes àquelas que Gabriel Jesus desempenhou no Palmeiras antes de se transferir para o Manchester City. O atacante, então com 19 anos, fez 26 gols na temporada, 12 deles no Brasileirão. Ele foi o artilheiro do Brasil naquele ano. Isso se deu por causa do esquema de Cuca, que dava privilégios ao atacante no sentido de sair da área e buscar jogadas não só no meio dos zagueiros.

Pato deverá fazer o mesmo. Ele vai "flutuar", dentro e fora da área. Pato foi escalado em todos os treinos como camisa 9, função que deverá exercer enquanto Pablo estiver se recuperando de cirurgia na região lombar - o prazo de recuperação é de seis a oito semanas. Pato é o maior goleador do clube nos últimos cinco anos. Durante as duas temporadas em que defendeu o São Paulo, o atacante somou 38 gols em 98 jogos. Logo abaixo dele no ranking estão Luis Fabiano (34 gols), Alan Kardec (25 gols).

O treinador gosta de jogadores que façam mais de uma função em campo. Por isso, foi buscar Tchê Tchê - lateral, volante e meia em 2016 - para fazer a mesma coisa agora. A estreia do reforço está confirmada no lugar de Liziero, contundido.

No título brasileiro, ele foi peça fundamental do esquema de Cuca ao lado de Moisés. O entrosamento entre os dois foi tão bom que era difícil definir armador e marcador. Três anos mais maduro após passagem pelo futebol europeu, Tchê Tchê nega que será titular por ter sido um pedido do treinador. "Chego com uma vontade imensa de ajudar o clube. Ninguém tem cadeira cativa. Cheguei para ser mais um", disse o volante.

Hudson segue o mesmo caminho para se tornar sinônimo de versatilidade. Ele voltará a jogar no meio-campo em função da lesão de Luan, mas continua sendo titular da lateral-direita.

Não só as peças, mas também o jeito de jogar do São Paulo deve ser parecido com o do Palmeiras. Desde o título de 2016, Cuca persiste na ideia de montar o time a cada jogo, de acordo com o rival. O esquema varia.

Resumidamente, ele quer um time que marque a saída de bola na saída do rival, principalmente nos jogos em casa. Espera triangulações pelos lados do campo. Fora de casa, Cuca costuma mostrar times mais reativos, que esperam a ação para o contra-ataque. O esquema favorito é o 4-2-3-1, com dois jogadores de velocidade nos lados do campo. A bola aérea continua sendo fundamental, como foi em 2016.

Estadão
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