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MP do Acre pede que goleiro Bruno use tornozeleira em jogos

Goleiro cumpre pena em regime semiaberto e foi contratado pelo Rio Branco-AC

3 ago 2020
17h04
atualizado às 17h22
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O goleiro Bruno poderá ter de usar tornozeleira eletrônica em seus jogos pelo Rio Branco-AC. O pedido foi feito, neste domingo, pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) junto à Justiça estadual. O atleta cumpre pena em regime semiaberto.

Goleiro Bruno publica anúncio de canil
Goleiro Bruno publica anúncio de canil
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão Conteúdo

A solicitação foi do promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin, da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio. "Aqui a regra é que todo reeducando que está no regime semiaberto use a tornozeleira eletrônica. Não seria diferente. Está aqui no Estado cumprindo semiaberto, por que seria? Vale para todos", disse o promotor.

Se o pedido for acatado pela Justiça, Bruno vai ter de usar a tornozeleira durante os jogos e treinamentos. Os custos pela compra e manutenção do equipamento vão ser do Rio Branco-AC.

"Como é a profissão dele, estou pedindo para que o Rio Branco-AC, que é o empregador, arque com os custos se houver danos. Porque também não é justo o Estado ficar pagando a tornozeleira toda vez que estragar, porque vai ficar levando porrada de bola. O pedido é esse", afirmou Tales Tranin.

Além da tornozeleira, Bruno também terá de ficar no CT do clube, onde mora, após as 18 horas durante a semana e, aos domingos e feriados nacionais, não poderá sair. Se os jogos acontecerem domingo ou à noite, ele vai precisar de autorização da Justiça.

Bruno se apresentou ao técnico João Mota na quinta-feira passada, treinou na sexta e nesta segunda. O Rio Branco-AC vai disputar o segundo turno do Campeonato Acreano, o Campeonato Brasileiro da Série D e a Copa Verde.

Bruno, de 35 anos, foi condenado pela Justiça a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada e modelo Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Neste momento, ele cumpre sua pena no regime semiaberto.

O goleiro tenta retomar a carreira, mas por enquanto teve apenas passagens curtas no futebol. No início deste ano, o Operário-MT desistiu da contratação de Bruno após protestos de torcedores. O mesmo já havia acontecido com o Fluminense de Feira.

Ainda em 2014, o Montes Claros, então na segunda divisão de Minas Gerais, contratou Bruno. No entanto, o goleiro ainda cumpria pena em regime fechado e não pôde atuar.

Já em 2017, após habeas corpus, Bruno acertou com o Boa Esporte Clube e chegou a realizar cinco partidas antes de voltar para a prisão. Em 2019, atuou por meio tempo pelo Poços de Caldas.

Estadão
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