Morre Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, aos 80 anos
Dirigente morreu devido a complicações de um câncer neste sábado, 12
Paulo Angioni, executivo de futebol do Fluminense morreu, aos 80 anos, na madrugada deste sábado, 12, conforme divulgado pelas redes sociais do time. Com passagens por diferentes clubes brasileiros ao longo de 40 anos, Angioni trabalhava no Fluminense, seu time do coração. Ele tratava um câncer no pâncreas desde o início deste mês, no Rio de Janeiro.
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Em nota publicada nas redes sociais, o Fluminense anunciou o falecimento e relembrou a importância de Angioni para o clube. Leia a seguir:
"O Fluminense FC comunica o falecimento do tricolor e diretor executivo de futebol, Paulo Sérgio Scudiere Angioni, aos 80 anos, na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Em sua carreira, uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro, foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. Com passagem pela Seleção Brasileira e outros grandes clubes, ele reuniu inúmeras conquistas esportivas e se destacou, fundamentalmente, pela coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória. À frente do departamento de futebol do Fluminense nesta quarta passagem pelo clube, a partir de 2018, foi um dos principais responsáveis pela conquista dos títulos da Taça Rio de 2020, Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, Campeonato Carioca de 2022 e 2023, Conmebol Libertadores e Recopa. Títulos que ajudaram o clube a retomar seu protagonismo e se destacar no cenário mundial recente. Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade. À sua família e amigos, nossos sentimentos mais elevados”.
Angioni começou a carreira na década de 1980, quando deixou o clube Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco, onde ficou por 14 anos. Depois, passou pelo Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também atuou na CBF e foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990.
Com o Flu, a relação era especial, já que Angioni era tricolor desde criança. Ele teve a primeira chance de trabalhar no clube em 2000, e voltou outras vezes até assumir o cargo de executivo de futebol de forma definitiva.
Ao Globo Esporte, ele relatou que a convivência com os jogadores era sua maior motivação. "O jogador é a razão da minha vida no futebol. Não só é a minha sobrevivência, mas é a minha contribuição ao jogador", afirmou.
Com formação em psicologia e administração esportiva, Angioni foi um dos primeiros dirigentes a defender a presença de psicólogos no futebol. Em 1989, no Vasco, ele foi responsável por levar profissionais da saúde mental para dentro do departamento, e anos depois afirmava que a evolução da pressão sobre os jogadores exigia também a presença de psiquiatras nos clubes.
Angioni foi multicampeão nos clubes por onde passou, com títulos estaduais, nacionais e internacionais. Um dos momentos mais marcantes da carreira foi a inédita Libertadores de 2023 pelo Fluminense.
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