Crítica de Arnaldo ao VAR expõe debate sobre arbitragem
Ex-árbitro comenta sobre juízes simpáticos e reafirma que os jogadores precisam ter medo de quem está apitando
Em entrevista ao ge, Arnaldo Cezar Coelho criticou duramente a arbitragem brasileira e o uso do VAR, afirmando que a ferramenta virou uma "muleta" que tira a autoridade e a personalidade dos juízes em campo. Para o ex-comentarista, a análise por vídeo descontextualiza lances interpretativos e robotiza o jogo. Arnaldo também apontou falhas graves na formação dos árbitros atuais, defendendo que eles deveriam impor mais respeito e manter uma postura mais firme e distante dos atletas.
Em entrevista ao ge, Arnaldo Cezar Coelho fez uma dura crítica ao VAR, dizendo que os árbitros utilizam a ferramenta como uma espécie de muleta invés de terem autoridade própria na hora de avaliar. Na perspectiva de Arnaldo, essa atitude prejudica e interfere nas atitudes do juiz e é importante que os árbitros tenham "cara de mau".
Em suas redes sociais, Arnaldo se define como "Ex-comentarista de arbitragem antes do VAR" e, ao ser questionado, disse que o mecanismo tomou uma proporção maior do que deveria: "O VAR começou a se meter em tudo e, com isso, o VAR começou a interferir na arbitragem de tal forma que o árbitro transfere para o VAR toda jogada mais polêmica, um pouco mais responsável."
Arnaldo afirma que nem todos os lances podem ser analisados apenas de maneira objetiva, robótica. Faltas, contatos físicos e determinadas infrações dependem da interpretação de quem está conduzindo a partida. Para ele, imagens em câmera lenta e diferentes ângulos podem alterar a percepção de uma jogada e fazer com que situações comuns do futebol pareçam mais graves quando analisadas fora do contexto.
Arnaldo opina sobre a arbitragem brasileira
Durante a entrevista, o ex-comentarista foi questionado sobre analisaria a arbitragem brasileira atual. Em resposta, Arnaldo foi duro na crítica e não se mostrou satisfeito: "Muito ruim, muito ruim. Pelo seguinte. Eu vou fazer uma comparação. Se uma pessoa se forma em Medicina na faculdade, ela tem que fazer residência, estágio e aí começa a atender. […] Árbitro de futebol, o cara se forma. E aí (gesto de lavar as mãos)."
Arnaldo Cezar Coelho continuou opinando sobre a arbitragem, dizendo que agora os juízes não têm mais personalidade. Também criticou que o árbitro, hoje em dia, não precisa se misturar com jogadores no ato de possíveis faltas, é fazer o papel de juiz sem conversa: "O juiz não tem que conversar com o capitão. O juiz tem que tirar a cara e coroa com eles e acabou."
Arnaldo comentou sobre sua carreira e a comparou com a arbitragem atual, dizendo que, na sua época, as atitudes dos juízes eram mais humanizadas.
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