Ministro da Fazenda promete chamar clubes para medir impacto do fim das bets no futebol brasileiro
Dario Durigan planeja também diálogo com federações, mas não garante 'socorro imediato'
O Ministério da Fazenda convocará clubes e federações para avaliar o impacto da proibição total das apostas esportivas no futebol brasileiro. Diante dos danos sociais das bets, uma Medida Provisória determinou o fim do setor e a retirada de anúncios até 5 de outubro. Apesar de as empresas responderem por R$ 1,14 bilhão das receitas da Série A, o governo afirmou que não há previsão de socorro financeiro imediato aos times, priorizando entender as demandas antes de definir novas ações.
SÃO PAULO E BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai chamar clubes e confederações para medir o tamanho do impacto do fim das bets sobre o futebol. No entanto, ele informou que não há, neste momento, previsão de socorro imediato às equipes que perderão patrocínios.
O ministro afirmou que a equipe econômica quer primeiro dimensionar a dependência do setor em relação a esse tipo de receita e ouvir as demandas antes de decidir os próximos passos. "Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as federações para entender qual é o real impacto", declarou Durigan em coletiva de imprensa após a cerimônia de anúncio de proibição dos sites de apostas, que são os maiores patrocinadores do futebol.
Ao justificar a decisão de endurecer as regras contra as bets, o ministro afirmou que o governo ponderou diferentes cenários, como proibir o funcionamento apenas de cassinos online, e avaliou impactos em outros segmentos. A decisão, contudo, foi por uma proibição completa dos sites de apostas, dadas as consequências sociais.
Segundo Durigan, a avaliação foi que seria necessária uma medida mais protetiva. "Estamos lidando com um tema grave, que tem gerado repercussão negativa para a sociedade", afirmou.
A Medida Provisória exige a remoção de publicidades até 5 de outubro. Patrocinadores do setor somaram R$ 1,14 bilhão aos clubes da Série A em 2025, representando 7,9% das receitas totais.
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