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Médico Fábio Vuolo analisa o uso das canetas emagrecedoras na nutrologia e medicina esportiva

Nutrólogo destaca que o uso da tirzepatida exige critério e acompanhamento rigoroso pois ao invés de ajudar, uso pode atrapalhar

28 nov 2025 - 17h27
(atualizado às 17h27)
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Médico Fábio Vuolo
Médico Fábio Vuolo
Foto: Arquivo pessoal / Esporte News Mundo

A rápida popularização das canetas emagrecedoras que tem como uma das grandes febres o Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, mudou de forma significativa o cenário da nutrologia e da medicina esportiva. Para o médico nutrólogo Fábio Vuolo, o fenômeno trouxe avanços relevantes no tratamento da obesidade e da resistência à insulina, mas também acendeu um alerta importante: a busca desenfreada de praticantes de atividade física pelo fármaco como um "atalho estético", sem compreensão dos efeitos metabólicos profundos que ele provoca.

Segundo o especialista, a tirzepatida é uma ferramenta potente, porém, extremamente sensível, e que demanda análise individualizada, critérios claros e acompanhamento contínuo para evitar prejuízos ao desempenho esportivo.

Um dos pontos que mais preocupam os médicos é a disseminação de mitos sobre o medicamento, especialmente a falsa ideia de que ele é apenas um emagrecedor sem impacto no treino. De acordo com o médico Fábio Vuolo, o Mounjaro interfere diretamente no apetite, na ingestão proteica, na hidratação e até na resposta energética ao exercício, o que desmonta completamente a percepção de que ele poderia ser usado sem alterações no condicionamento físico.

O nutrólogo ressalta ainda que a tirzepatida não é um recurso ergogênico e que, quando utilizada de forma inadequada, tem potencial de comprometer rendimento, massa magra e recuperação muscular.

Na prática clínica, o especialista observa efeitos positivos e negativos, dependendo da indicação e do acompanhamento. Em pacientes bem selecionados, há melhora no controle glicêmico, redução da inflamação metabólica, perda de gordura corporal e melhor adesão ao plano alimentar.

Por outro lado, em indivíduos treinando com intensidade, os efeitos colaterais mais comuns incluem queda de desempenho, fadiga precoce, dificuldade em atingir metas de proteínas e carboidratos, além de maior risco de perda de massa muscular.

- O impacto pode ser benéfico ou prejudicial, depende completamente de como, por quem e com qual objetivo o medicamento é utilizado - reforçou o profissional.

Fábio Vuolo detalha que a prescrição faz sentido em pacientes com obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2, síndrome metabólica ou histórico de falha em abordagens tradicionais, especialmente quando há dificuldade real de adesão a protocolos nutricionais. Em contrapartida, o uso é inadequado - ou até contraindicado, em atletas com baixo percentual de gordura, pessoas com histórico de transtornos alimentares ou indivíduos que tentam utilizar o fármaco sem avaliação metabólica prévia.

- Para atletas de alto rendimento, existem outras ferramentas terapêuticas muito mais adequadas e eficientes quando bem indicadas - explicou.

Além do mau uso, o especialista aponta riscos consideráveis quando o Mounjaro é utilizado sem monitoramento, perda acelerada de massa magra, desidratação, hipoglicemia, distúrbios gastrointestinais que atrapalham o treino, deficiências nutricionais e até riscos cardiovasculares em perfis não avaliados. Para ele, o maior erro é tratar um fármaco de impacto metabólico tão profundo como se fosse um simples termogênico.

- É uma medicação capaz de transformar a saúde, e justamente por isso precisa ser tratada com seriedade, responsabilidade e acompanhamento técnico - ressaltou.

Mesmo assim, o nutrólogo reforça que é possível fazer um uso seguro do Mounjaro em pessoas fisicamente ativas, desde que exista um conjunto de estratégias simultâneas, avaliação metabólica completa, plano alimentar hiperproteico com ajuste preciso de carboidratos, monitoramento contínuo da massa magra, carga de treino adaptada, suplementação individualizada, correção de micronutrientes e hidratação rigorosa.

Sem essa estrutura, alerta ele, o risco supera qualquer potencial benefício.Em sua mensagem final ao público que treina e cogita usar a tirzepatida com foco em estética e performance, o médico Fábio Vuolo é direto:

- O Mounjaro é, hoje, a ferramenta mais comentada e inovadora do emagrecimento. Com estratégia nutricional e treino bem feitos, ele se torna uma ferramenta terapêutica extremamente eficiente para quem realmente precisa. Mas, fora de uma indicação correta e sem acompanhamento, pode custar desempenho, massa muscular e até a saúde - finalizou.

Esporte News Mundo
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