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Mbappé ditador? Entenda a origem do meme que gerou polêmica do atacante na China

Atacante francês enfrenta cancelamento de contratos publicitários no país asiático depois de piada com o histórico líder Mao Tsé-tung

27 out 2026 - 16h51
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Resumo
Kylian Mbappé pediu desculpas públicas após a repercussão negativa de um vídeo em que ri de um meme associando sua imagem a Mao Tsé-tung. A piada, surgida de antigas polêmicas de bastidores que o rotulavam como ditador, causou forte crise na China. O governo do país asiático repudiou a atitude, enquanto três empresas locais rescindiram contratos de patrocínio com o atacante francês, alegando ofensa aos sentimentos nacionais.

Kylian Mbappé pediu desculpas publicamente nesta terça-feira, 27, por vídeo em circulação nas redes sociais onde o atacante francês faz piada com o líder chinês Mao Tsé-tung. O ocorrido envolve um meme em que o jogador aparece na figura de um ditador.

As montagens de Mbappé como um "ditador" iniciaram por conta das polêmicas de relacionamento que o atleta se envolveu desde o período do PSG até a saída para o Real Madrid, que ocorreu muito por conta das discordâncias dele com o técnico Luis Enrique. O primeiro episódio aconteceu em 2022, depois da sua renovação com o time da capital francesa.

O meme explodiu para o mundo durante a Copa do Mundo de 2026 e ganhou força, inclusive, dentro do vestiário da seleção francesa. Em comemoração depois de uma vitória contra a Suécia, colegas de Kylian o chamam de Mobutu Sese Seko, ditador que esteve à frente da República Democrática do Congo por 26 anos (1971 a 1997).

Meme de Kylian Mbappé na figura de um ditador
Meme de Kylian Mbappé na figura de um ditador
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Estadão

Em setembro, o atacante de 27 anos revelou que vê graça na brincadeira, mas também condenou a associação da sua imagem com a de figuras autoritárias. "Tem uma parte que é engraçada porque a gente sente que é uma brincadeira inofensiva. Tem outra parte um pouco menos engraçada porque sabemos os estragos que esse tipo de pessoa causou na história", disse em entrevista ao jornal L'Equipe.

"Então, ser comparado a pessoas que assassinam pessoas ou que deixaram milhões e milhões de pessoas infelizes, não acho que eu tenha feito isso na minha vida. Há uma mistura de coisas, e a gente pensa: 'Eu sei que é de forma leve e por isso não vai tão longe'. Mas isso às vezes mostra que há uma falta de consciência, às vezes política e humana nas pessoas", completou.

Agora, o vídeo que circula nas redes mostra Mbappé dizendo que o meme mais engraçado que já viu é uma montagem do seu rosto sobreposto ao de um homem que ele acredita ser "um ditador chinês".

A repercussão na China sobre o caso foi extremamente negativa. Três empresas que utilizavam a imagem do francês (Dongpeng, Mengniu e Milkground) romperam a parceria com ele nesta terça, alegando "tolerância zero" diante de atos e declarações "que ferem os sentimentos nacionais".

"Qualquer comentário ou ato que fira os sentimentos do povo chinês enfrenta, naturalmente, uma rejeição comum por parte de toda a sociedade chinesa", afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país asiático.

Estadão
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