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Maradona defende Ronaldinho Gaúcho: "Não é um delinquente"

Argentino diz que apoiará brasileiro, que está em prisão domiciliar no Paraguai, 'até a morte'

25 abr 2020
20h28
atualizado às 20h31
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Atual técnico do Gimnasia La Plata, da Argentina, o ídolo Diego Armando Maradona está confinado em sua casa, em Buenos Aires, por conta da pandemia do novo coronavírus. Mas o craque não deixa de dar suas opiniões sobre o que acontece no mundo do futebol. Neste sábado, em entrevista ao jornal argentino El Día, comentou mais uma vez sobre a situação do brasileiro Ronaldinho Gaúcho, seu amigo, que está em prisão domiciliar em um hotel de Assunção, no Paraguai.

Ronaldinho tem vida de luxo em hotel onde cumpre prisão domiciliar, segundo jornal
Ronaldinho tem vida de luxo em hotel onde cumpre prisão domiciliar, segundo jornal
Foto: Jorge Adorno / Reuters

Maradona, admitindo estar triste com o ocorrido, fez questão de ressaltar que defenderá o ex-jogador até o fim. "Claro que fico triste. Não é um delinquente, ele só foi trabalhar. Seu erro é ser ídolo, parece... é meu amigo e o apoio até a morte", afirmou sobre o amigo que foi detido depois da polícia local descobrir que ele e o irmão Roberto Assis portavam documentos com conteúdo falso para entrar no país.

Detidos desde o dia 6 de março no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão tiveram que desembolsar R$ 8,37 milhões como garantia para que pudessem deixar o presídio de Assunção, onde ficaram por mais de um mês. Desde então, a dupla está em prisão domiciliar em um hotel na região central da capital paraguaia.

A investigação tributária conduzida por autoridades paraguaias busca determinar em que contexto os documentos falsificados foram emitidos e qual o objetivo de seu uso no país, ambos tendo processado a sua própria documentação brasileira.

Na mesma entrevista, Maradona comentou sobre sua rotina em isolamento social e a relação com o Gimnasia La Plata, que antes da paralisação do futebol por conta da pandemia da covid-19 estava lutando contra o rebaixamento no Campeonato Argentino.

"Com o trabalho que estávamos fazendo, não tinha dúvidas que íamos sair da zona do descenso. Todavia, falta saber que medidas a AFA (Associação de Futebol Argentino) tomará. Nós, da comissão técnica, seguimos planejando com força para estarmos preparados para qualquer cenário possível", declarou o treinador.

Estadão
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