Luís Zubeldía será demitido? Decisão racha diretoria do Fluminense
Empate com o Independiente Rivadavia aumenta pressão sobre argentino, que ainda conta com apoio de Mário Bittencourt
Luís Zubeldía segue no comando do Fluminense após o empate por 1 a 1 com o Independiente Rivadavia, na última terça-feira, 11, no Estádio do Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América.
A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria, apesar do tropeço em casa, o treinador argentino ainda conta com prestígio junto à diretoria. A permanência, entretanto, não está assegurada para a sequência da temporada.
A atuação da equipe aumentou a insatisfação nos bastidores. A escalação escolhida por Luís Zubeldía e algumas decisões tomadas durante a partida também foram questionadas internamente pelo alto comando tricolor.
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Diretoria está dividida sobre o treinador
A continuidade de Luís Zubeldía provoca divergências entre os principais dirigentes do Fluminense. O presidente Mattheus Montenegro sofre pressão de sua base política para assumir uma postura mais firme e promover a saída do argentino.
Mário Bittencourt, diretor geral do clube, mantém posição diferente. O dirigente defende a sequência do trabalho e entende que o treinador argentino precisa de tempo para encontrar a formação ideal. A avaliação também considera as mudanças recentes no elenco.
Thiago Silva e Hulk chegaram ao clube e ainda precisam ser incorporados ao modelo de jogo da equipe. Além disso, Luís Zubeldía convive com problemas físicos no elenco. Algumas lesões reduziram as alternativas disponíveis e dificultaram a definição de uma equipe titular.
Paulo Angioni também defende mudança
Paulo Angioni, diretor executivo de futebol, também é favorável à saída de Luís Zubeldía. O dirigente já defendia a demissão do argentino após a derrota para o Vasco, resultado que eliminou o Fluminense da Copa do Brasil.
Com a posição de Paulo Angioni, Mário Bittencourt passou a ser o principal defensor da continuidade do treinador argentino dentro da diretoria. A divisão interna aumenta a pressão sobre Mattheus Montenegro.
O presidente terá de administrar a pressão política e avaliar os argumentos da diretoria. O jogo contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, antes do duelo decisivo com o Independiente Rivadavia, pode ser determinante.
Mercado reduz alternativas para o Fluminense
Outro problema está na disponibilidade de treinadores. O Fluminense não pretende desembolsar dinheiro para contratar um profissional que esteja empregado. Por esse motivo, um retorno de Odair Hellmann ou Fernando Diniz é considerado improvável.
Os dois nomes aparecem no cenário, mas não são tratados como alternativas viáveis neste momento. A diretoria também não trabalha, por ora, com a contratação de um treinador estrangeiro. O mercado nacional oferece opções como Roger Machado e Tiago Nunes.
O primeiro está livre após sua passagem pelo São Paulo. O segundo, por sua vez, deixou recentemente a LDU Quito. Renato Gaúcho, que teve uma passagem conturbada pelo clube no ano passado, está fora dos planos.
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