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Elicarlos acusa Maxi López de racismo

25 jun 2009
00h04
atualizado às 09h23

O volante do Cruzeiro Elicarlos acusou o atacante do Grêmio Maxi López de ter feito ofensas racistas durante a vitória do time mineiro por 3 a 1, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. O argentino teve de prestar depoimento na delegacia do Mineirão antes de deixar o estádio.

"Fui para o jogo e ele chegou para mim e me chamou de macaco. Isso no futebol não existe. Wagner ouviu e foi para cima dele, foi aí que começou aquela discussão no campo", disse o jogador cruzeirense.

Segundo Elicarlos, o episódio acabou gerando uma confusão entre o gremista e o meia cruzeirense Wagner no primeiro tempo. Houve troca de empurrões e bate-boca enquanto a bola rolava.

"Tem de falar, se não vira palhaçada. Tem de haver respeito dentro de campo. Não falei nada para ele e ele veio com isso. Eu fiquei tranquilo porque se parto para agressão sou punido. É preciso haver respeito dentro de campo. Não tem preto nem branco no futebol", reclamou Elicarlos.

Maxi López, que perdeu um gol feito na partida desta quarta-feira, primeiro desconversou.

"Estamos jogando, eu pelo meu time e ele pelo dele. Ele está falando qualquer coisa", disse à TV Globo.

Mais tarde, Maxi López se preparava para dar entrevista quando foi impedido pelos seguranças do clube e levado para o ônibus da delegação. Logo depois, dois policiais civis foram até o vestiário do Grêmio a procura do argentino e em seguida se dirigiram para o ônibus.

E aí o clima ficou tenso.

Os dirigentes do Grêmio fizeram uma barreira à frente do ônibus. Um dirigente chegou a bater boca com um dos policiais dizendo que ninguém iria entrar no ônibus do Grêmio e reclamou que um dos policiais chegou a sacar a arma.

Depois de muita confusão um policial conseguiu entrar no ônibus e do lado de fora um dirigente reclamou da falta de segurança enquanto durava o impasse do que seria feito. O ônibus do Grêmio ficou detido dentro do Mineirão enquanto uma "comissão" se reunia na delegacia para tentar negociar o local do depoimento de Maxi López. Tentou-se que o jogador fosse ouvido no hotel em que a delegação está concentrada em Belo Horizonte.

André Krieger, assessor de futebol do Grêmio, criticou a diretoria do Cruzeiro.

"Foi tudo forjado, uma queixa com informações mentirosas para perturbar e conseguiram. São os Perrelas (família que preside o Cruzeiro) da vida que fazem um dissabor para o futebol brasileiro", reclamou o dirigente à Rádio Gaúcha.

Com a impossibilidade de o depoimento ser realizado no hotel, toda a delegação do Grêmio desceu do ônibus para acompanhar o depoimento do jogador argentino. O técnico Paulo Autuori pediu a presença de imprensa.

Krieger não deixou por menos. Defendeu seu jogador e, além de chamar Elicarlos de mentiroso, deu a entender que foi tudo orquestrado para desestabilizar o time gaúcho.

"Não tem injúria. Tem de ter prova. Não pode ser a palavra de um contra os outros que estiveram em campo que não ouviram nada. É a prática surrada de criar um ambiente difícil para o visitante. Talvez o gol de Souza tenha feito mal ao presidente do Cruzeiro", disse o dirigente.

"É mentira deste menino (Elicarlos) que está aí dentro. É uma produção ridícula com a finalidade de criar um incidente aqui ou mesmo lá (em Porto Alegre). A delegação do Grêmio está lá como testemunha desta mentira", reclamou Krieger.

Maxi López é retirado de ônibus para prestar depoimento no Mineirão
Maxi López é retirado de ônibus para prestar depoimento no Mineirão
Foto: Pedro Vilela / Futura Press
Fonte: Terra

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