Justiça cobra da CazéTV contrato e comprovantes de pagamentos a Romário
Decisão dá 48h para canal apresentar documentos completos sobre contratação do senador, em meio a cobrança judicial de cerca de R$ 32 milhões
A Justiça do Rio determinou que a CazéTV apresente em 48 horas o contrato integral e os comprovantes de repasses a Romário, após a emissora enviar documentos com trechos ocultos. A medida investiga supostos desvios para terceiros para driblar a cobrança de uma dívida de R$ 32 milhões ligada a um antigo bar do senador. A decisão também exigiu o depósito judicial dos pagamentos e integra uma ação que já ordenou a penhora de bens de luxo do ex-jogador.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a CazéTV apresente, em até 48 horas, o contrato integral de prestação de serviços firmado com Romário, além de notas fiscais e comprovantes bancários dos pagamentos feitos ao senador. A medida integra um processo de cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 32 milhões. As informações são do portal 'Metrópoles'.
A determinação ocorre depois que a emissora apresentou um contrato com trechos ocultados. Dessa forma, o documento não permitia verificar integralmente os valores envolvidos nem as condições estabelecidas para os pagamentos. O processo tramita sob segredo de Justiça.
Romário participou das transmissões da Copa do Mundo 2026 pela CazéTV. Segundo a decisão, existem indícios de que valores destinados ao ex-jogador poderiam estar sendo direcionados a empresas que não integram a ação. Por isso, o magistrado também determinou que uma empresa ligada a dois sócios que trabalham para o senador interrompa os repasses e deposite em juízo os valores já retidos ou destinados a ele.
Bar foi a origem da dívida
Além disso, a empresa deverá entregar os contratos e acordos que expliquem sua participação nos trabalhos de Romário na CazéTV e na Romário TV. A Justiça também solicitou recibos e comprovantes bancários para identificar o destino de eventuais quantias já repassadas. A defesa da CazéTV não havia se manifestado até a publicação das informações por parte do 'Metrópoles'.
A cobrança tem origem em uma disputa relacionada ao antigo Café Onze Bar, do qual Romário era sócio. O caso envolve a contratação da empresa Koncretize para administrar o estacionamento do estabelecimento. Após o fechamento do bar, em 2011, houve uma disputa sobre a retirada dos equipamentos utilizados no local. Posteriormente, Romário assinou um termo de confissão de dívida de aproximadamente R$ 1,5 milhão, mas a empresa afirma que o compromisso não foi quitado. Com juros, correção monetária e outros encargos, o débito chegou ao valor cobrado atualmente.
Antes da nova determinação, a Justiça já havia ordenado a penhora dos valores que Romário receberia da CazéTV pela cobertura da Copa do Mundo. Também foram atingidos um imóvel, uma lancha e um Porsche, além de veículos submetidos a restrições judiciais.
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