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Futebol Internacional

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UEFA debate boicote à Copa do Mundo após plano bilionário da Fifa; entenda

A Uefa vai se reunir nesta semana com seus membros

28 jul 2026 - 18h04
(atualizado às 18h04)
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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da FIFA, no final da cerimônia de entrega do prêmio da paz da FIFA - (Fogo: Dan Mullan/Getty Images)
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da FIFA, no final da cerimônia de entrega do prêmio da paz da FIFA - (Fogo: Dan Mullan/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

Os membros da UEFA podem boicotar a próxima Copa do Mundo. Segundo a emissora "Sky Sports", o movimento seria uma reação ao plano da Fifa divulgado nesta terça-feira (28) para a criação de uma empresa para a venda de participações minoritárias na Copa do Mundo.

Apesar de a Copa do Mundo de 2030 ter Espanha e Portugal, ambos membros da UEFA, como suas principais sedes, as confederações do bloco europeu já estão debatendo um possível boicote. Por conta disso, uma reunião virtual entre todos os membros está prevista para acontecer nesta semana para criar uma estratégia para evitar que a Fifa crie uma empresa para a venda de ações para investidores privados.

A entidade máxima do futebol europeu se posicionou fortemente contra a ideia da FIFA e questionou o processo. A Uefa afirmou que a medida cruza uma "linha" que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar e, por isso, leva isso a sério.

"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte", disse a Uefa por meio de um comunicado.

A entidade que comanda o futebol europeu se revolta com a Fifa Forward Enterprise (EFE), uma nova empresa subsidiária que a Fifa quer criar. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais das principais competições do órgão que comanda o futebol mundial.

Por conta disso, a Fifa acredita que a EFE poderia valer um total de US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, diz que a venda é equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações para investidores privados, que seriam minoritários da empresa.

A Fifa promete ainda aumentar ainda mais a quantia distribuída para cada um de seus membros. Atualmente, a Fifa paga um valor de R$ 41 milhões para cada país membro. Caso o plano seja aprovado, o valor iria para R$ 102 milhões até a Copa de 2030 e aumentaria nos próximos ciclos.

Esporte News Mundo
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