Primeiros torcedores chegaram ao Beira-Rio às 11h
Os primeiros torcedores do Internacional que estão na fila para entrar no portão 2 do Estádio Beira-Rio se conheceram há quatro anos no mesmo local. O fanatismo pelo time aproximou o grupo, formado por cerca de 15 pessoas. Todos são sócios-patrimoniais do timr colorado (que podem escolher qual ingresso comprar, menos nas cadeiras numeradas) há pelo menos cinco anos e se denominam "Grupo Sempre Intersocial".
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Cristiane Lamb, 34 anos, chegou à fila às 11h, seguida por Edilce Campos, 57 anos. A razão de tanta antecedência é para guardar lugar no estádio para outros companheiros que chegam em cima da hora de o jogo começar. Por causa disso, também são conhecidos como "flanelinha da social". Por chegarem mais cedo eles escolhem os melhores lugares, no meio do campo, logo abaixo das cabines de transmissão. A cumplicidade é tanta que todos os anos eles fazem amigo secreto e costumam frequentar as casas de cada integrante.
Os amigos garantem que já choraram e sorriram juntos ao longo dos anos. "Isso é amor", afirmou Gabriel Galimberti, 21 anos, caçula do grupo e que sonhou com a vitória por 4 a 1 para o Internacional nesta quarta-feira, resultado que dá o título sobre o Corinthians. "Isso é além da paixão", completou Antônio Nunes, 62 anos, seu padrinho. "É além da dor", comcluiu Edilce Campos.
Cristiane tem duas tatuagens no corpo em alusão ao Internacional. A primeira foi o símbolo do Internacional tatuado no pulso, em 2005. A segunda foi feita em duas etapas e é fruto de uma promessa que fez para o Inter ganhar a Libertadores em 2006. A colorada escreveu "Internacional, nada vai nos separar", com as cinco estrelas do escudo. A segunda etapa foi a sexta estrela, promessa pela campanha do Mundial, conquistado seis meses mais tarde.
"Não faço mais promessa deste tipo, agora só para ajudar pessoas. Se o Inter for campeão hoje eu ajudarei o asilo Padre Cacique (que fica em frente ao Internacional, na avenida Padre Cacique)", disse a torcedora.