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Opinião: Messi ensinou a CR7 a diferença entre ‘querer e ser’ com diferença de despedida x carta patética

7 out 2026 - 11h18
(atualizado às 11h45)
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Messi se despedida da seleção argentina
Messi se despedida da seleção argentina
Foto: Getty Images

Os últimos 20 anos do futebol foram monopolizados por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Uma disputa que dividiu os fãs, motivou o argentino e o português a se superarem, e recordes pulverizados. Porém, os dois estão cada vez mais distantes no final de carreira.

Ontem, Messi se despediu da seleção argentina em uma festa emocionante no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. O camisa afirmou que foi o “dia mais triste da sua vida” e que agora será um a mais na arquibancada. Ele foi ovacionado por mais de 80 mil pessoas e viu os companheiros aos prantos durante o seu discurso.

Do outro lado do oceano, Cristiano Ronaldo publicou uma longa carta após abandonar a concentração de Portugal por problemas com o técnico Jorge Jesus. O que chamou atenção no texto foi o trecho que CR7 gostaria que o treinador tivesse lido que “errou ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona para aquecer para depois não colocar no jogo”.

Show de drones homenageia Messi em despedida da seleção argentina; assista:

Esses dois episódios dão a demonstração exata do tamanho dos dois. No começo de trajetória de Messi pela seleção, ele foi acusado de ser mais espanhol do que argentino e sofreu muitas críticas com os vexames da equipe até chegar as glórias. O craque nunca se colocou acima do time nacional e chegou a dizer que deixaria os companheiros depois do fracasso da Copa América de 2016 para não atrapalhar.

Já Cristiano Ronaldo sempre gostou do status de grande estrela de Portugal. A conquista da Eurocopa, em 2016, sempre foi enaltecida. Porém, vale lembrar que o camisa 7 lesionou o joelho logo no início da final contra a França e viu o título do banco de reservas.

É inegável o talento de CR7, assim como o seu ego. Se o português estivesse menos preocupado em “querer ser o melhor”, talvez, estivesse mais perto de “ser”, ou pelo menos mais perto de Messi.

Argentina homenageia Messi antes de último jogo do craque pela Seleção: 'Legado eterno':

Aos 39 anos, Messi mostrou que sabe a hora de parar e vai como o verdadeiro ‘Dios’ para os argentinos. Conforme os anos forem passando, é possível que vire unanimidade entre os hermanos que Messi foi maior que Maradona.

Já Cristiano Ronaldo sabe que é maior que Eusébio e Figo, por exemplo, mas, provavelmente, vai ver longe de campo a seleção portuguesa conquistar o inédito título da Copa do Mundo. A equipe é muito talentosa, mas, infelizmente, parece precisar abrir mão do maior nome da sua história para mostrar que o futebol é um esporte coletivo.

Fonte: Portal Terra
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