Ligação com casa de apostas faz Itália desistir de contratar treinador
Andrea Pirlo confirmou nesta segunda-feira (27) que não será o novo técnico da seleção italiana. O ex-meia revelou que foi informado na noite de domingo de que deixou de ser o principal candidato ao cargo, em meio à repercussão causada por seu contrato de patrocínio com a casa de apostas russa Fonbet. Nos últimos dias, […]
Andrea Pirlo confirmou nesta segunda-feira (27) que não será o novo técnico da seleção italiana. O ex-meia revelou que foi informado na noite de domingo de que deixou de ser o principal candidato ao cargo, em meio à repercussão causada por seu contrato de patrocínio com a casa de apostas russa Fonbet.
Nos últimos dias, políticos italianos criticaram a possibilidade de Pirlo assumir a Azzurra por atuar como embaixador da empresa, alegando que o comandante da seleção nacional não deveria manter vínculos com uma companhia russa diante do apoio da Itália à Ucrânia na guerra contra a Rússia.
Em publicação nas redes sociais, Pirlo lamentou a decisão e negou qualquer motivação política em sua parceria comercial.
"Ouvi na noite passada que não sou mais o candidato ao cargo de treinador da seleção italiana", escreveu. "Atribuir um significado político a essa colaboração significa atribuir a mim crenças que nunca expressei e que não me pertencem."
O ex-jogador também afirmou que, durante toda a sua carreira como atleta e treinador, sempre respeitou as leis dos países onde trabalhou e cumpriu todos os contratos assinados. Atualmente, Pirlo comanda o Dubai United, dos Emirados Árabes Unidos, e havia manifestado disposição para deixar o clube caso fosse escolhido para dirigir a seleção.
Apesar de contar com o apoio do novo diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini, a polêmica ganhou força no cenário político. A vice-presidente do Parlamento Europeu, Pina Picierno, afirmou que a escolha de Pirlo representaria "o caminho oposto" da renovação que o futebol italiano necessita. Já Ignazio La Russa, presidente do Senado italiano, classificou a possível contratação como "um salto no escuro".
Outro crítico foi Carlo Calenda, líder do partido Azione, que declarou que qualquer pessoa que tenha promovido interesses ligados à Rússia após 2022 "não deveria ocupar um cargo nacional".
A FIGC havia colocado Pirlo entre os principais candidatos após não conseguir contratar Pep Guardiola e Carlo Ancelotti para substituir Gennaro Gattuso, que deixou o comando da seleção em abril, depois de a Itália fracassar na tentativa de se classificar para a Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
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