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Presidente do Comitê Olímpico italiano diz que simular falta é pior que racismo

25 set 2019
10h33
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Diante dos recentes casos de racismo no futebol italiano, envolvendo por exemplo Romelu Lukaku, da Inter de Milão, o presidente do Comitê Olímpico do país resolveu se manifestar, mas ao tentar fazer uma comparação, acabou sendo muito infeliz no comentário.

Em entrevista ao programa 24 Mattino, da Radio24, Giovanni Malagò disse que simular uma falta é pior do que um coro racista em um jogo de futebol.

"Cada um dos componentes do mundo do futebol deve dar um salto de nível. Não é uma frase salomônica, mas é necessário envolver mais gente, a partir de dirigentes e jogadores de futebol. Pegue aqueles que fingem sofrer uma falta. Isso é uma coisa gravíssima, que exemplo se dá? Erra quem vaia um jogador negro, mas erra ainda mais quem ganha 3 milhões de euros e se joga na área, talvez até feliz em conseguir o pênalti se o árbitro não for checar que não foi no VAR", afirmou.

Mais tarde, em um evento no complexo esportivo Foro Italico, Malagò ainda tentou voltar atrás e explicar a declaração.

"Não digo que aqueles que se jogam na área sejam piores do que aqueles que fazem coros racistas, mas cada um deve fazer sua parte de um jeito eticamente melhor", disse.

Por fim, o dirigente ainda reconheceu que, na Itália, realmente há uma certa tolerância em relação aos casos de racismo.

"Na Itália, existe permissividade, uma certa tolerância, com aqueles que uivam ou jogam uma banana", completou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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