Guiñazú pede time "indignado" e mantém esperança em Libertadores
Depois da vitória sobre o Bahia, o questionamento para os jogadores do Internacional é se a pegada será mantida e as vitórias continuarão. Para que o time colorado ainda brigue por Libertadores, o volante Guiñazú apregoa a necessidade da manutenção da atitude dele e dos colegas para os jogos subsequentes.
Fernandão deu o recado e a bronca após o empate com o Sport. O argentino afirmou que as cobranças internas, até mesmo do próprio grupo, motivaram e foram fundamentais no 3 a 1 sobre os baianos. Resta saber se vai ser mantida.
"O que o Inter demonstrou no último jogo: indignação. Tem que tirar de dentro, falar pouco e trabalhar muito. Qualidade o time tem, e de sobra. Às vezes, só falta o pouquinho a mais. Nos cobramos juntos e demonstramos na última partida. Por isso as coisas deram certo. Esse é o caminho. Tomara que a gente repita essa atitude, vontade e qualidade contra o Cruzeiro", disse o gringo.
O camisa 5 vermelho não destacou apenas as cobranças públicas do treinador. Antes mesmo da entrevista, contra o Sport, o grupo já mostrou outro espírito, na leitura do meio-campista. O consenso é de que a sétima posição é pouco para a qualidade do time.
"Começou no segundo tempo contra o Sport essa mudança; e continuamos diante do Bahia. Somos profissionais, sabemos quando estamos ou não devendo. Nos cobramos sozinhos. Este é um grupo de muita auto-crítica. Por isso, conseguiu levantar e vai continuar nesse nível. Sempre acredito no Inter, tenho certeza da nossa qualidade e da nossa vontade de estar na próxima Libertadores", explicou.
Com o retorno de Kleber, o Inter volta a treinar nesta quarta-feira. Um julgamento no STJD, às 18h (de Brasília), define se Fabrício e Nei serão desfalques de Fernandão para o duelo com o Cruzeiro, às 18h30 de sábado, no Independência.