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Futebol Internacional

Gianni Infantino é reeleito presidente da Fifa até 2023

7 jun 2019 - 10h12
(atualizado em 7/6/2019 às 10h42)
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Em congresso realizado nesta quarta-feira, em Paris, na França, Gianni Infantino foi reeleito presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol) até o final de 2023. Com o apoio das 211 federações e confederações nacionais, o italiano deu um discurso deu um discurso bastante emocionado e, às lágrimas, reforçou o combate contra a corrupção e prometeu novos investimentos no futebol.

"Em menos menos de três anos, essa organização passou de tóxica, quase criminosa, a ser o que deveria ser: uma instituição que desenvolve o futebol", disse, aclamado pelo 69º Congresso da entidade. "Esta nova FIFA tem uma missão e um plano para isso, e é por isso que os próximos quatro anos já começaram: colocamos sólidos blocos de construção para o futuro", completou.

Vale lembrar que Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016, em meio ao maior escândalo de corrupção da história da entidade, que envolveu um montante de até 150 milhões de dólares e os processos de escolha dos países-sede das Copas de 2018 e 2022 (Rússia e Catar). Sete dirigentes foram presos, incluindo José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O episódio também ocasionou a queda do então mandatário da instituição, Joseph Blatter, que deu lugar ao atual presidente.

"Hoje temos transparência em termos financeiros. Isso foi o centro da crise na Fifa. Hoje, tudo está aberto e transparente. Não é possível fazer pagamentos escondidos ou algo não ético. Sabemos para onde cada dólar vai. Não há mais espaço para a corrupção na Fifa. Nunca mais. Tolerância zero. A história não pode ser repetida", continuou. "Hoje, ninguém fala de crise. Ninguém fala de reconstruir a Fifa do começo, nem de escândalos e corrupção. Falamos de futebol. Bem, podemos dizer que demos uma volta na situação", completou.

Um presidente da Fifa, caso reeleito, tem direito a três mandatos em sequência. Contudo, Infantino assumiu o cargo em um mandato em andamento, graças à queda de Blatter. Desta forma, nada impede que este seja, de fato, seu primeiro ciclo oficial à frente da instituição. Sendo assim, caso cumpra os três mandatos previstos, estará na presidência até 2031. No total, seriam 15 anos na função (Blatter ficou 17).

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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