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França

Camisas da Copa 2026 exibem falhas e desafiam correção em larga escala

Com peças distribuídas para delegações e comercializadas para torcedores, cenário e proximidade com Mundial limitam correção em massa

10 abr 2026 - 13h09
(atualizado às 13h09)
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Foto: Divulgação/Nike - Legenda: Nike enfrenta problemas com uniformes para Copa do Mundo / Jogada10

As novas camisas da Nike chegaram à última Data Fifa como preparação para a Copa do Mundo de 2026, mas um detalhe inesperado acabou dominando as críticas: a costura dos ombros. A particularidade chamou atenção nas imagens dos jogos devido à elevação além do habitual e ao formato pontudo.

A repercussão das falhas notórias fez com que a empresa passasse a estudar correções imediatas, ciente que o prazo é curto. Além da questão de tempo para o processo interno, há ainda problemas com a proximidade da Copa, que não permite margem para mudanças em larga escala, e o fato de já ter uniformes em campo.

Correções pontuais, a fim de facilitar o processo, também estão descartadas. Isso porque em alguns modelos, o detalhe quase não aparece, enquanto em outros fica evidente. O problema fica claro quando se compara o uniforme dos Estados Unidos, mais discreto, com os de França e Uruguai, onde o acabamento chama mais atenção.

"Observamos um problema menor em nossos uniformes de seleções, mais perceptível na costura do ombro. A performance não foi afetada, mas a estética geral não está onde deveria estar", disse a empresa.

Problema também chega ao torcedor

Acontece que a repercussão não ficou só em campo, e consumidores também relataram o efeito em peças comercializadas. A empresa trabalha em ajustes, mas, conforme mencionado, o volume já distribuído e a proximidade do torneio dificultam uma solução ampla.

Suspeita-se que o uso da Aero-FIT, criada para melhorar a ventilação, promova a possível origem do efeito visual. A partir disso, a leitura que surge indica que o desempenho técnico do material avançou, mas o acabamento não conseguiu acompanhar o nível.

Histórico em Copa do Mundo

Apesar da justificativa pelo uso da Aero-FIT, este não é o primeiro caso neste sentido. Em 2002, a Nike apresentou a tecnologia Cool Motion, também cercada de expectativa, mas que não correspondeu na prática. Isso porque jogadores e torcedores relataram dificuldade para vesti-la à época.

Jogadores relataram que, além do impasse em vesti-lo, o uniforme grudava no corpo e dificultava o uso. Alguns atletas chegaram a cortar o forro para facilitar. Durante jogos, a troca de camisa exigia ajuda de companheiros e, diante do acúmulo de críticas, o modelo saiu de cena depois do torneio.

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Jogada10
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