Espanha vira a chave para a Bélgica após eliminar Portugal
Seleção treina em Dallas com clima leve, mas mantém foco nas quartas e banco volta a ganhar peso depois de participação contra portugueses
A Espanha começou a terça-feira (7) com satisfação pela vitória sobre Portugal, mas também com a cabeça nas quartas de final da Copa do Mundo. Depois de eliminar os portugueses por 1 a 0, no AT&T Stadium, em Arlington, a seleção de Luis de la Fuente treinou no Cotton Bowl Stadium, em Dallas, em um ambiente leve. Ainda assim, o discurso interno já aponta para a Bélgica, adversária da próxima fase, na sexta-feira (10), no SoFi Stadium, em Inglewood.
Segundo o jornal AS, o dia seguinte à classificação teve clima de felicidade no grupo espanhol. No entanto, a comissão técnica manteve o tom de respeito máximo ao próximo rival. Afinal, a Bélgica chega embalada pela goleada por 4 a 1 sobre os Estados Unidos e aparece como novo obstáculo para a sequência invicta da Espanha.
A virada de chave também passa pela gestão física. A Espanha decidiu o clássico ibérico apenas aos 45 minutos do segundo tempo, com gol de Merino. Por isso, a recuperação do elenco ganhou importância no planejamento. Além disso, De la Fuente terá pouco tempo para ajustar a equipe antes de enfrentar uma seleção belga com jogadores fortes no ataque e experiência em jogos grandes.
O treino em Dallas, portanto, serviu como primeiro passo da preparação. Enquanto os titulares fizeram trabalho de recuperação, os demais atletas participaram de atividades no gramado. Ao mesmo tempo, a comissão técnica começou a observar cenários para o confronto contra os belgas, sobretudo pela necessidade de manter intensidade depois de uma partida exigente contra Portugal.
Banco volta a decidir para De la Fuente
Além da classificação, a vitória sobre Portugal reforçou uma característica importante da Espanha de De la Fuente: a força dos jogadores que saem do banco. O El País destacou o peso dos reservas na construção do gol que colocou a seleção nas quartas. Merino marcou, mas a jogada também teve participação de Ferran Torres e Fabián Ruiz, todos acionados durante a partida.
Dessa forma, a Espanha voltou a encontrar solução no elenco. Ferran participou da ação ofensiva, Fabián ajudou na construção, e Merino apareceu na área para finalizar. Assim, De la Fuente repetiu um padrão que já havia marcado a Eurocopa de 2024, quando atletas usados no decorrer dos jogos também tiveram papel decisivo.
A profundidade do grupo, portanto, vira trunfo para a sequência da Copa. Em mata-mata, especialmente, a capacidade de mudar o jogo com substituições pode pesar tanto quanto a escalação inicial. Contra Portugal, essa diferença apareceu no momento decisivo. Agora, diante da Bélgica, o técnico espanhol deve voltar a usar o banco como ferramenta para acelerar, controlar ou reorganizar a equipe.
A Espanha chega às quartas com 35 jogos de invencibilidade e uma defesa ainda sem sofrer gols na Copa. Apesar disso, o elenco evita euforia. A classificação sobre Portugal teve peso simbólico, mas a Bélgica já ocupa o centro da preparação. Quem vencer o duelo de sexta-feira (10), no SoFi Stadium, enfrentará França ou Marrocos na semifinal.
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