AFC se junta à Uefa e Concacaf e amplia oposição a projeto de Infantino na Fifa
A AFC disse que o projeto expôs fragilidades
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) se alinhou com a Uefa e a Concacaf nesta sexta-feira (31) e recusou a oferta da Fifa de criar uma empresa subsidiária para investidores privados. A empresa compraria 20% da Copa do Mundo.
"Tendo em conta a posição manifestada pela Uefa e Concacaf, além das divisões sem precedentes que surgiram no mundo do futebol, a AFC considera que a FFE (Fifa Forward Enterprise) proposta não pode, de forma realista, alcançar o amplo consenso e a unidade necessários para seguir em frente", afirmou a AFC por meio de um comunicado.
O bloco asiático é composto por 47 membros no total, mas 46 são membros da Fifa. Com isso, a oposição neste momento é maioria, sem contar com os votos da CAF e Conmebol.
Na visão da AFC, o projeto expôs as fragilidades fundamentais de um "processo de consulta" e pediu que o órgão máximo do futebol faça uma revisão de governança de maneira urgente. Além disso, o bloco asiático afirmou que o processo pode dar a sensação de afastamento por outros membros.
"Uma proposta desta importância, suscetível de influenciar o futuro comercial, esportivo e estratégico do futebol mundial, não deve avançar após um processo que possa dar a sensação de ter afastado as confederações, federações membros e até mesmo altos dirigentes da Fifa", afirmou.
Por outro lado, as Confederações da África (CAF) e da Oceania (OFC) informaram que vão definir sua posição em breve. Já a Conmebol foi a única entidade continental que ainda não se posicionou sobre o assunto.
Com a adesão da AFC, agora o bloco contrário ao projeto da Fifa é maioria, com 136 votos. A oposição agora conta com três das maiores confederações do mundo do futebol.
Na última quinta-feira (30), a Uefa anunciou que vai boicotar todas as próximas competições da Fifa, enquanto todo o bloco da Concacaf disse ter perdido a confiança na Suíça e recusou o próximo.
A proposta da Fifa envolve a criação da empresa subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE), que ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e as principais competições do órgão máximo do futebol. A EFE iria comprar 20% das competições da Fifa.
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