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Futebol

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Inglaterra e País de Gales retiram o apoio à reeleição de Infantino na Fifa

Federações acusam dirigente de 'não priorizar o futebol' e pedem revisão de governança da entidade

3 ago 2026 - 08h13
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A Federação Inglesa (FA) e a Federação Galesa de Futebol (FAW) anunciaram nesta segunda-feira, 3, a retirada de apoio à candidatura de Gianni Infantino na campanha de reeleição à presidência da Fifa. No cargo desde 26 de fevereiro de 2016, o dirigente busca um novo mandato para o ciclo de 2027 a 2031.

Antes de formalizar a retirada de apoio a Infantino, a FA já havia divulgado um comunicado no sábado, 1º, em que pedia "uma revisão completa e robusta da liderança e da governança da Fifa para garantir que o futebol mundial seja administrado com transparência".

"As recentes falhas na boa governança, nos processos, na liderança, nos valores, na gestão das partes interessadas, na comunicação e no bom senso nos levaram a uma situação em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer no comando do futebol mundial", diz comunicado.

O posicionamento das federações ocorrem poucos dias depois de a Fifa abandonar o projeto de criar uma subsidiária, a Fifa Forward Enterprise (FFE), para gerir os direitos comerciais das competições da entidade, como a Copa do Mundo.

A proposta previa a venda de 20% a 30% do novo braço comercial a investidores privados. Para convencer o colégio eleitoral do futebol mundial, a Fifa havia estruturado um plano inicial de repasses às 211 federações nacionais filiadas, em programa denominado Fifa Fast-Forward (FFFP). Para financiar esta primeira fase, a FFE pretendia captar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no mercado.

Liderada pela Uefa, federações ao redor do mundo demonstraram preocupação quanto ao processo e falta de transparência na condução da proposta. Em nota oficial, a entidade europeia pediu a preservação de documentos relacionados à proposta e diz que estuda entrar com medidas legais contra a Fifa.

Estadão
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