Haaland processa companhia aérea por uso indevido de imagem; entenda
Jogador acusa empresa norueguesa, Norwegian Air Shuttle, de usar característica sua em publicidade durante a última Copa do Mundo
Erling Haaland processou a companhia aérea Norwegian Air Shuttle pelo uso indevido de sua imagem em uma campanha comercial. A polêmica começou após a empresa publicar nas redes sociais a fotomontagem de um avião com o característico rabo de cavalo do atacante para promover passagens. A aérea lamentou a ação judicial, alegando que a postagem era apenas uma brincadeira de apoio à seleção, mas apagou o conteúdo. O julgamento do litígio está previsto para outubro, no Tribunal Distrital de Oslo.
O craque da seleção norueguesa e do Manchester City, Erling Haaland, abriu um processo contra a companhia aérea Norwegian Air Shuttle devido à utilização não autorizada dos seus direitos de imagem. Em resposta divulgada nesta quinta-feira (1), a empresa aérea declarou-se surpreendida pela queixa e classificou o processo como lamentável.
De acordo com o advogado do atleta, Thomas Hagen, o motivo do litígio reside no aproveitamento ilegal de traços marcantes da identidade do avançado. Utilizado, na publicidade, para impulsionar a venda de bilhetes de avião durante o último Mundial de futebol. Segundo a imprensa local, o descontentamento surgiu após a publicação de uma fotomontagem nas redes sociais.
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Na imagem, a companhia aérea inseriu um rabo de cavalo na cauda de uma de suas aeronaves, em referência ao penteado que se tornou uma marca do futebolista. Nesse sentido, após a reação do atleta, a empresa retirou a publicidade da internet.
A porta-voz da Norwegian Air Shuttle, Catharina Solli, defendeu as publicações. Ele afirmou que se tratou de um apoio espontâneo e bem-humorado à equipa nacional, seguindo as tendências digitais do momento.
A empresa lamentou que a iniciativa tenha terminado nos tribunais, mas manifestou o desejo de dialogar para resolver o impasse de forma amigável. O primeiro confronto em tribunal está agendado para o dia 9 de outubro no Tribunal Distrital de Oslo.
Identidade do atleta
Pedro Lopes, advogado que é sócio-fundador do PPLlaw, escritório jurídico, e também da Chenus Holdings, empresa de investimento no esporte, comenta sobre o caso do Haaland à luz da legislação brasileira:
"Como atributo da personalidade, a imagem de uma pessoa não pode ser explorada comercialmente sem a sua autorização. No caso concreto, embora não tenha usado uma foto de Haaland, a companhia aérea pode ser responsabilizada, porque a montagem tinha o claro objetivo de vincular a sua marca à identidade do atleta; finalidade essa que fica ainda mais evidente pelo fato de a publicação ter ocorrido durante a Copa do Mundo", disse.
Para especialistas em gestão e marketing esportivo, a força comercial de um atleta de elite transcende o seu nome e fisionomia. Eles levantam um debate sobre os limites entre a homenagem espontânea e o aproveitamento econômico não autorizado.
"A questão para mim é bastante objetiva: se é uma campanha que de alguma forma termina em uma abordagem promocional ou de venda, a imagem do atleta precisa de autorização dele. Não cabe dizer que é uma mera homenagem quando se quer fazer dinheiro com o uso da imagem. Haaland me parece uma figura bastante simpática e aberta a cooperações, então me parece que faltou sensibilidade e até cuidado técnico da companhia aérea", pontua Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil, com experiência em marketing esportivo, comunicação, inovação e ESG no mundo dos esportes.
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