Gattuso conta como convive com doença autoimune há 15 anos
Técnico da Lazio, que tem miastenia gravis ocular, explica que usa cortisona há cerca de 15 anos para manter a visão normal
O ex-jogador e técnico Gennaro Gattuso revelou conviver há 15 anos com miastenia gravis ocular, doença autoimune que compromete sua visão. Em tratamento diário com cortisona para manter as atividades normais, o campeão mundial de 2006 relatou ter mudado sua perspectiva ao aceitar a condição e comparar seu caso a quadros mais graves. Ele também adaptou seu estilo de vida devido aos remédios, destacando que abandonou o consumo de bebidas alcoólicas há quase sete anos para priorizar sua saúde.
Campeão do mundo pela Itália em 2006, Gennaro Gattuso abriu o jogo sobre um problema de saúde que o acompanha há cerca de 15 anos. Afinal, o atual técnico da Lazio convive com miastenia gravis ocular, uma doença autoimune que afeta sua visão, e precisa de medicamentos para controlar os sintomas.
Durante o "Festival dello Sport", na Itália, o ex-jogador contou que utiliza cortisona há aproximadamente 15 anos. De acordo com o ex-atleta, o tratamento permite que ele mantenha a visão normal e consiga exercer suas atividades no dia a dia.
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"Se não uso cortisona ou a Diprospan, não consigo enxergar corretamente. E devo dizer que, durante todos esses anos, sempre pensei: 'Há pessoas que, com a mesma doença que eu tenho, ficam 4 ou 5 meses na cama, não conseguem se movimentar'", afirmou.
O treinador também explicou que mudou a forma de encarar a doença com o passar do tempo. A comparação com pessoas que enfrentam quadros mais graves o ajudou a aceitar melhor a própria condição e a lidar com as limitações provocadas pelo problema.
"Sobre isso, devo dizer que sempre pensei: 'Imagine se tivessem me dito que eu tinha apenas cinco meses de vida'", acrescentou.
Mudança no estilo de vida
Gattuso também precisou adaptar alguns hábitos por causa do tratamento. Uma das principais mudanças aconteceu na alimentação e na rotina: ele decidiu abandonar o consumo de bebidas alcoólicas.
O italiano afirmou que não bebe há quase sete anos. De acordo com o profissional, a escolha também tem relação com o uso prolongado da cortisona e faz parte dos cuidados que adotou para conviver com a doença.
"Eu aceitei, lido com isso, não me deixo dominar. Sou mais forte do que a doença. Mas isso tem um custo, porque fazer uso de cortisona todos os dias não é fácil", concluiu.
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