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Gallardo diz que comemoração com torcedores do River Plate foi um 'desabafo'

Técnico celebrou empate com o Boca Juniors em jogo de ida pela final da Libertadores

15 nov 2018
18h47
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O técnico do River Plate, Marcelo Gallardo, rebateu as críticas que recebeu por ter comemorado em uma sacada do estádio Monumental de Nuñez o empate em 2 a 2 do seu time com o arquirrival Boca Juniors no primeiro jogo da final da Copa Libertadores, no último domingo.

Na Argentina, o treinador foi criticado pois entendeu-se que o ato após o jogo em La Bombonera soou como uma comemoração antecipada pelo título. Ele apareceu em uma janela e saudou os torcedores que cantavam músicas de apoio ao River Plate.

"Senti que o jogo foi igual, e que poderíamos ter perdido no último lance. Não foi uma explosão de felicidade, foi um desabafo com os torcedores", explicou o comandante do River em entrevista coletiva nesta quinta-feira. "Parecia certo que nós, como protagonistas, devolvêssemos a saudação", completou.

Gallardo teve seu recurso negado e não poderá comandar a equipe à beira do gramado no segundo jogo da final, marcado para o dia 24 (sábado). A Conmebol rejeitou a apelação apresentada pela defesa do treinador, que foi punido por descumprir uma suspensão anterior imposta pela entidade sul-americana.

Ele havia sido proibido de estar no vestiário com o elenco do River Plate na segunda partida da semifinal, contra o Grêmio, em Porto Alegre, em razão de um atraso no retorno a campo ainda no intervalo do primeiro duelo contra o time brasileiro, em Buenos Aires.

O treinador, porém, ignorou a punição e foi flagrado pelas câmeras orientando seus jogadores no vestiário, no intervalo da partida que terminou em 2 a 1 para o River. Além disso, Gallardo também usou um rádio para se comunicar com seu auxiliar, o que também é proibido.

Após empate em 2 a 2 no jogo de ida da decisão, River Plate e Boca Juniors decidem o título da Libertadores no dia 24, às 18 horas (de Brasília), no Monumental de Nuñez. Como não há gol fora como critério de desempate, uma nova igualdade leva a decisão à prorrogação e, se necessário, aos pênaltis.

Estadão
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