Fumaça e tempestade: condições climáticas cercam final da Copa, mas não preocupam para o jogo
Tempo foi um ponto de atenção desde o começo do Mundial e serviu como justificativa para pausas de hidratação
NOVA JERSEY - Os dias de véspera da final da Copa do Mundo causaram certa apreensão sobre as condições climáticas na região de Nova York. Primeiro, a área foi tomada pela fumaça oriunda dos incêndios florestais no Canadá. Depois, veio a previsão de tempestades.
Nada disso deve atrapalhar a partida entre Espanha e Argentina, que define o campeão do Mundial. A fumaça, facilmente notada, principalmente em Manhattan, na quinta-feira, já estava dispersa no dia seguinte.
Os incêndios têm origem no Canadá e em Minnesota. Autoridades alertaram sobre riscos à saúde, recomendando o uso de máscaras e permanência em ambientes fechados.
Já neste sábado, veio a chuva. Quem estava próximo do MetLife Stadium, palco da decisão, chegou a receber um alerta no celular no começo da tarde. "Pela sua segurança, deixe a área do gramado ou arquibancada e procure abrigo dentro do estádio", dizia um trecho da notificação.
A previsão para domingo é de tempo firme, com sol e sem novas chuvas. A melhora não veio a tempo. O treino da Espanha foi cancelado por causa da chuva. A Argentina adiou a sua atividade e conseguiu ir a campo mais tarde.
O verão americano era uma preocupação ainda antes da Copa do Mundo. A Fifa determinou que fossem feitas pausas para hidratação. A controvérsia foi a adoção das paradas, mesmo em estádios cobertos e climatizados. Em regiões como a Filadélfia, o pico de calor bateu 38°C com uma sensação térmica de até 43°C.
"Às vezes as pessoas não gostaram. Mas não achamos que mudou o resultado. Estamos aqui para servir às pessoas que assistem ao futebol. Em alguns jogos, foi muito necessário. Vimos algumas diferenças na forma como cada partida foi gerenciada. Vamos analisar depois do fim da Copa", disse Arsène Wenger, integrante do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, em apresentação neste sábado.
Já o mau tempo afetou jogos e logística. O jogo entre México e Equador, na segunda fase, foi atrasado por causa da chuva. Antes, o duelo entre França e Noruega teve paralisação de duas horas.
A Argentina, após vencer a semifinal, enfrentou problemas para viajar a Nova Jersey. Tempestades atrasaram o voo, que partia de Atlanta.
As longas viagens também foram consideradas pelo grupo de estudos da Fifa, mas não foi entendido que isso tenha afetado os jogos. "Claro que a logística é totalmente diferente nos dois casos. Antes da Copa, consideramos que poderiam haver reflexos no jogo. No Catar, você dormia todas as noites na mesma cama. Aqui, não. Mas tivemos bons jogos aqui. Espanha e Argentina tiveram bom desempenho durante o torneio. Não as afetou. Se você quer levar a Copa para casa, você aceita o sofrimento", falou Wenger.
A final da Copa do Mundo será às 16h (de Brasília) deste domingo. A Espanha busca o segundo título. A Argentina tenta o tetra, além do bicampeonato consecutivo.
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