Frota é condenado a pagar R$ 20 mil a Nino Mota após sugerir esquema de propina que levou jogador a Seleção
Processo foi movido pelo jogador após falas do ex-deputado em um podcast
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação do ex-deputado e ex-vereador de Cotia (SP) Alexandre Frota por insinuações de que o jogador Nino Mota, ex-Fluminense, foi convocado à Seleção Brasileira em 2023 após esquema de propina. A decisão em segunda instância é da última sexta-feira, 15.
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O atual Zenit, da Rússia, e campeão olímpico dos Jogos de Tóquio em 2020, foi convocado pelo técnico interino Ramon Menezes para os amistosos contra Guiné e Senegal. No entanto, ele foi cortado devido à uma lesão na coxa.
No processo ao qual o Terra teve, é relatado que Frota sugeriu durante uma entrevista ao podcast Tomando Uma, em março de 2024, que Nino teria oferecido vantagem financeira ao técnico Fernando Diniz, ex-Fluminense e atual Corinthians, em troca de convocação para a Seleção Brasileira.
"Não esquece dos meus 5% em 'pô', quando chegar lá. O teu primeiro salário tu mandas pra mim, fui eu que te botei lá", teria dito o ex-deputado na ocasião. No processo, o jogador diz que as declarações são inverídicas e prejudiciais à sua honra e reputação profissional.
No entanto, Frota alegou que apenas expressou sua opinião particular sobre a ida do jogador à Seleção Brasileira, em uma conversa informal no podcast. Ainda conforme a ação, ele ainda usou do argumento de liberdade de expressão e afirmou que jogadores de futebol são figuras públicas, devendo suportar comentários sobre sua atuação profissional.
Apesar da justificativa, em setembro de 2025, a juíza Cláudia Guimarães dos Santos, da 2ª Vara Cível de Cotia, o condenou a pagar R$ 20 mil de indenização, por entender que o ex-deputado abusou da liberdade de expressão ao sugerir comportamento difamatório e indigno por parte do atleta, “sem respaldo em qualquer comprovação sobre a verdade das afirmações”.
Frota recorreu da decisão, mas, acabou novamente condenado, desta vez, em segunda instância. Segundo o desembargador Beretta da Silveira, relator do processo, ele não pagou as taxas judiciárias devidas e, por isso, a indenização por danos morais foi mantida.
À reportagem, o advogado Filipe Rino, que representa Nino Mota, afirmou que a defesa entendeu que a afirmação de Frota foi uma violação dos limites, inclusive do jornalismo. “O recurso dele não foi nem reconhecido e a situação é essa, manteve-se ali a condenação de 20 mil reais pelos danos morais causados pela entrevista concedida”, declarou.
O Terra não localizou a defesa de Alexandre Frota até o momento.
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