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Futebol

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Fifa nega irregularidade de jogador da RD Congo nas eliminatórias e na Copa do Mundo

Entidade afirma que não houve problema nas inscrição do goleiro Lionel Mpasi e que denúncia apresentada pela Nigéria foi considerada 'inadmissível' após análise

7 out 2026 - 10h29
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Resumo
A Fifa negou irregularidades na inscrição do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, garantindo sua elegibilidade para as eliminatórias e a Copa de 2026. A decisão rejeitou um protesto da Nigéria, que apontava falhas na documentação de troca de nacionalidade esportiva do atleta, ex-base da França. Apesar de indícios de pendências burocráticas levantados pela imprensa, a entidade considerou a denúncia nigeriana inadmissível por ter sido realizada fora do prazo regulamentar.

A Fifa se manifestou nesta quarta-feira, 7, após vir à tona uma suposta irregularidade na inscrição do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, em partidas das eliminatórias africanas e na Copa do Mundo 2026. A entidade negou qualquer tipo de problema na inscrição do atleta e afirma que o jogador estava elegível para os compromissos da seleção.

"A Fifa pode confirmar que não houve problemas de elegibilidade nas partidas da República Democrática do Congo contra a Jamaica nem em relação à Copa do Mundo da Fifa 2026?, se manifestou a entidade por meio de um porta-voz.

Segundo publicação do New York Times, a Fifa identificou um problema na documentação, mas permitiu o jogador a atuar normalmente pela RD Congo. O problema teria sido notado em uma análise realizada após uma denúncia da Nigéria, eliminada pela RD Congo na repescagem africana.

Lionel Mpasi defendeu a seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026.
Lionel Mpasi defendeu a seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026.
Foto: Reprodução/Lionel Mpasi via Instagram / Estadão

"Conforme informado, o Comitê Disciplinar da Fifa analisou um protesto apresentado pela Federação de Futebol da Nigéria, o qual foi considerado inadmissível", completa o comunicado.

O goleiro jogou nas categorias de base da França e, apesar de também possuir nacionalidade democrática-congolesa, não havia concluído corretamente o processo necessário para trocar de nação esportiva e passar a defender a seleção africana, diz a reportagem do New York Times.

De acordo com a reportagem, constatou-se que Federação Democrática-Congolesa de Futebol (Fecofa) iniciou, em 2021, o processo para que jogador trocar a França pelo país africano, mas a documentação necessária não havia sido concluída.

A análise ocorreu antes da repescagem intercontinental. Ainda de acordo com a publicação, os responsáveis pelo caso chegaram a considerar diferentes possibilidades para solucionar a situação, de multa à substituição da RD Congo pela Nigéria na repescagem contra a Jamaica, mas, como a denúncia ocorreu fora do prazo, nada foi feito.

Em nota, o presidente da Fecofa, Véron Mosengo-Omba, informou que a inscrição de atletas para a repescagem e a Copa do Mundo já havia sido realizada quando tomou posse do cargo, em 20 de maio.

Estadão
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