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Futebol

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Fifa fixa prazo para plano, e Uefa acusa entidade de criar 'esquema para enriquecer a si e amigos'

Órgão europeu afirmou que o prazo imposto pela Fifa e a ameaça de retirada dos recursos 'dizem tudo o que é preciso saber' sobre o projeto apresentado por Infantino

29 jul 2026 - 15h18
(atualizado às 15h30)
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A divergência entre a Fifa e a Uefa ganhou um novo capítulo. O presidente da entidade que comanda o futebol, Gianni Infantino, estabeleceu um prazo de 53 dias para que as 211 associações nacionais aprovem o plano que prevê a venda de participações comerciais minoritárias da federação. Segundo carta enviada aos membros, as associações que rejeitarem a proposta poderão perder até 75% do financiamento previsto no novo modelo da entidade.

Objetivos de Infantino na Fifa foram condenados pela Uefa.
Objetivos de Infantino na Fifa foram condenados pela Uefa.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A iniciativa promete ampliar os recursos destinados às associações por meio do programa Fifa Forward Enterprise, com a possibilidade de liberar investimentos já a partir de 1º de janeiro de 2027. Em contrapartida, a Fifa deixou claro que as entidades que votarem contra o projeto poderão ficar de fora desse sistema de financiamento.

A resposta da Uefa veio em tom duro. Em comunicado oficial, o órgão europeu afirmou que o prazo imposto pela Fifa e a ameaça de retirada dos recursos "dizem tudo o que é preciso saber" sobre o plano apresentado por Infantino.

"A Uefa sabe que há uma oposição significativa e crescente ao esquema da Fifa. A Fifa não pode continuar usando o nosso esporte para enriquecer a si mesma e aos seus amigos. Podemos fazer o futebol crescer da maneira correta. É hora de priorizar associações, clubes, ligas, jogadores e torcedores", afirmou a entidade.

O projeto defendido por Infantino ainda será submetido à análise das associações filiadas e tem gerado resistência de diferentes setores do futebol internacional, que questionam a abertura de parte da Fifa para investimentos privados.

O embate entre Fifa e Uefa deve se intensificar nas próximas semanas. Enquanto Infantino tenta convencer as associações com a promessa de ampliar o financiamento às federações, a entidade europeia considera a proposta uma ameaça à governança do futebol e já estuda alternativas jurídicas para impedir o avanço do projeto. A aprovação dependerá do respaldo da maioria das 211 associações filiadas à Fifa.

Estadão
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