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Felipão promete ser 'linha-dura' no Palmeiras

Novo técnico adota discurso de reunião, porém ressalta necessidade de construir com os jogadores relação mútua de respeito

4 ago 2018
05h12
atualizado às 09h58
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A terceira passagem do técnico Luiz Felipe Scolari pelo Palmeiras começou nesta sexta-feira com uma missão importante para ele no ambiente do elenco. O experiente treinador de 69 anos admitiu ser necessário cuidar para que o elenco não sinta pressão externa. Para isso, ele vai mesclar os dois estilos para ser o "paizão linha-dura" do clube.

Nos últimos dias os jogadores do Palmeiras manifestaram ansiedade pela chegada do treinador. O meia Moisés, por exemplo, exaltou que o elenco aguardava a chegada para formar uma nova "Família Scolari", apelido em referência ao grupo da seleção brasileira campeão da Copa de 2002. O estilo aglutinador do técnico pesa para o Palmeiras conseguir manter a equipe coesa.

Felipão provocou Tite com a eliminação para a Bélgica
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Foto: Nilton Fukuda / Estadão Conteúdo

"O Palmeiras precisa de mim como técnico, por isso que fui contratado. Tenho que trabalhar dentro e fora de campo, ter a capacidade de fazer dessa equipe uma equipe totalmente competitiva", resumiu o treinador durante a entrevista coletiva de apresentação. O contrato dele será até dezembro de 2020, com estreia marcada para domingo, contra o América-MG.

A diretoria do Palmeiras buscou Felipão justamente por considerar que o perfil dele era adequado ao mometno do clube. "Acho que o Palmeiras, neste momento, pelo convite que me fez, gostaria que eu estivesse presente em todos os momentos, dentro e fora de campo, com meus conhecimentos e minha parte também de relacionamento com os atletas", explicou o técnico.

O novo comandante chega ao clube com a responsabilidade de liderar um elenco badalado, porém sem títulos conquistados desde 2017. Felipão prometeu trabalhar para mudar esse panorama, com base na construção de uma relação de respeito mútuo com o elenco.

"Ninguém nasceu jogador e palmeirense, mas está aqui, tem um contrato, deve gostar desse trabalho e dessa camisa. É isso que quero que eles sintam. Nós estamos aqui para defender as cores do Palmeiras até o fim. Se não formos capazes de vencer, tudo bem, mas a vontade, temos que demonstrar em todos os momentos. Vou respaldá-los de qualquer coisa, desde que tenha retorno", afirmou.

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Estadão
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