Paysandu vence o Remo e abre vantagem na final do Parazão
Papão larga na frente na decisão estadual com primeiro tempo dominante; clássico é marcado por tensão, pancada grave e reação azulina tardia
O Paysandu venceu o Remo por 2 a 1, no primeiro jogo da final do Parazão 2026, na tarde deste domingo (1), saiu em vantagem na grande decisão e tem o direito do empate para a partida decisiva.
Com uma atuação muito consistente no primeiro tempo, o Paysandu foi eficiente, soube explorar os espaços deixados pelo rival e construiu o placar com autoridade. O Remo reagiu na etapa final, diminuiu em cobrança de pênalti, mas não conseguiu evitar a derrota diante de sua torcida.
Antes da bola rolar, o clima de decisão tomou conta do Mangueirão, com mais de 45 mil torcedores presentes. A torcida azulina preparou um mosaico provocativo, retratando "Seu Barriga cobrando o Senhor Madruga", em referência ao processo de recuperação judicial vivido pelo Paysandu, o que aumentou ainda mais a temperatura do clássico.
O jogo começou às 17h, sob arbitragem de Ramon Abatti Abel, com auxílio de Bruno Boschilla e Fábio Pereira, além do VAR comandado por Gilberto Castro Júnior.
Primeiro tempo
Logo no primeiro minuto, o Paysando tentou a primeira finalização com Thayllon, forçando a defesa azulina a ceder escanteio. Na bola parada seguinte, Marcinho cobrou jogada ensaiada, e a bola cruzou a pequena área, passando perto do gol de Marcelo Rangel.
Aos seis minutos, Marcinho recebeu pela direita e cruzou para Caio Mello, que finalizou firme, de fora da área, sem chances para o goleiro azulino. O gol teve peso especial: Caio Mello retornava aos gramados após longo período afastado por lesão sofrida contra o Tuna, e marcou logo na final.
O Paysandu seguiu mais organizado e voltou a balançar as redes aos 32 minutos: Thayllon fez boa jogada pela direita, cruzou com precisão e Marcinho apareceu bem posicionado para cabecear no canto, ampliando o placar e silenciando parte do Mangueirão.
Aos 40 minutos do primeiro tempo, o atacante Kleiton Pego, do Paysandu, sofreu uma forte pancada após choque com Marllon e caiu desacordado no gramado. Jogadores das duas equipes pediram imediatamente a entrada da ambulância.
Após atendimento ainda no campo, Kleiton deixou o estádio de ambulância e foi encaminhado a um hospital particular de Belém, com diagnóstico de concussão cerebral, acompanhado por um enfermeiro do clube. Kauã Hinkel entrou em seu lugar.
O primeiro tempo terminou com o Paysandu em vantagem por 2 a 0 e sob vaias da torcida azulina, que direcionou cânticos de protesto ao técnico Juan Carlos Osorio.
Segundo tempo
Na tentativa de reação, o Remo promoveu três alterações no intervalo: entraram Marcelinho, Nicolás Ferreira e Picco, saindo Léo Andrade, Diego Hernández e Yago Pikachu. A postura azulina mudou, com mais presença ofensiva.
Logo aos dois minutos, Patrick de Paula invadiu a área e finalizou forte, obrigando Gabriel Mesquita a trabalhar. Pouco depois, Vitor Bueno arriscou em cobrança de falta, mas o goleiro bicolor segurou firme.
Aos 16, Marcelo Rangel errou na saída de bola e entregou nos pés de Marcinho, que cruzou para Thayllon finalizar por cima, desperdiçando grande chance.
12 minutos depois, Alef Manga entrou na área, tentou a finalização e a bola tocou no braço do defensor bicolor. Após a marcação da arbitragem, o Remo teve a chance de diminuir. Três minutos depois, João Pedro cobrou o pênalti com força. A bola ainda tocou nas mãos de Gabriel Mesquita e na trave antes de entrar, incendiando o clássico.
Com o gol, o Remo cresceu emocionalmente e passou a pressionar em busca do empate. Nicolás Ferreira teve boa oportunidade ao driblar a marcação dentro da área, mas finalizou fraco. Alef Manga também levou perigo nos minutos finais, mas sem sucesso.
Nos minutos finais, Caio Mello, Thayllon e Ítalo deram lugar a Henrico, Thalyson e Peu, reforçando a marcação e ganhando fôlego. O Remo tentou no abafa, mas não conseguiu furar o bloqueio bicolor.
Aos 51 minutos, o árbitro encerrou a partida, confirmando a vitória do Paysandu por 2 a 1 no primeiro clássico da final.
Com o resultado, o Paysandu joga pelo empate no segundo confronto para conquistar o título estadual e levantar a taça do Parazão pela 51ª vez.
Já o Remo precisará vencer por dois gols de diferença para ficar com o bicampeonato no tempo normal ou por um gol para levar a decisão aos pênaltis.