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De barco, um outro olhar sobre Moscou, a capital da Rússia

Passeio pelo pelo Rio Moscou cruza os principais cartões-postais da cidade

14 jul 2018
05h12
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Nos dias de verão, o pôr do sol é um espetáculo na Rússia. Além do azul, o céu ganha, aos poucos, contornos alaranjados, avermelhados, numa encantadora mistura de cores. Essa é a hora, segundo os russos, de embarcar em um cruzeiro pelo Rio Moscou, que cruza os principais cartões-postais da cidade.

Várias empresas oferecem a viagem pelas águas calmas do Rio Moscou. A reportagem navegou duas vezes em barcos da flotilha Radisson Royal, uma das principais da cidade. O cruzeiro dura em torno de três horas e custa entre 1.100 e 2.ooo rublos (de R$ 68 a R$ 123).

Embarca-se no Ukraina Píer (há saídas também do píer do Parque Gork), em frente ao Ukraina Hotel ou o Radisson Royal, um dos mais luxuosos da cidade - ali ficaram hospedados os principais dirigentes da Fifa durante a Copa do Mundo.

Ele faz parte do conjunto de edifícios conhecidos como as "sete irmãs de Stalin", erguidos para mostrar ao mundo o poder soviético. Todos possuem a estrela da vitória, com sete pontas, um dos símbolos do orgulho soviético. Eles foram construídos durante o governo de Josef Stalin, entre 1947 e 1953, em comemoração ao triunfo sobre a Alemanha nazista durante a 2ª Guerra Mundial (na Rússia, é conhecida como a Grande Guerra Patriótica) e para celebrar os 800 anos de Moscou.

"É um passeio mais do que especial. Olhar todas essas construções históricas, os monumentos, a natureza, chega a emocionar", diz a croata Adrijna Miric, que passeava no barco com a família, um dia antes de a seleção de seu país vencer a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo. "A cidade é bem acolhedora", completou.

À medida que o barco navega, imponentes construções surgem no horizonte. Primeiro, o Cemitério e o Monastério de Novodevichy. Na sequência, o estádio Luzhniki, bem de pertinho, onde França e Croácia jogam a final neste domingo, e ainda a Universidade de Moscou, mais uma das "sete irmãs de Stalin".

Logo depois, surgem a Casa da Federação da Rússia, uma espécie de Casa Branca de Moscou, e o Parque Gorky, local cheio de atrações gratuitas, onde centenas de pessoas tomavam sol na margem do rio.

Do barco, avista-se nitidamente a beleza da Catedral de Cristo Salvador e, logo depois, o Monumento ao Czar Pedro I, uma estátua de quase 100 metros de altura, um tanto quanto bizarra - a figura de Pedro lembra muito Cristóvão Colombo, o descobridor da América.

O passeio segue e surgem os muros avermelhados do Kremlin, a sede do governo da Rússia. Da perspectiva da água, fica ainda mais claro o tamanho da construção do século 15, até hoje uma das maiores fortalezas na Europa. São 2,2 quilômetros de comprimento, com altura que varia de 5 a 19 metros. No percurso, pode-se contemplar suas 20 torres de observação. A maior, com quase 80 metros, tem até nome: Troitskaya.

Colado ao Kremlin, o turista tem uma visão diferente da Catedral de São Basílio e de suas cúpulas, na Praça Vermelha, e logo em seguida pode-se contemplar a beleza e o gigantismo do edifício Kotelnicheskaya - outro dos edifícios históricos construídos por Stalin.

A partir daí, o barco começa a manobrar para fazer o retorno. É hora de reviver tudo mais uma vez, mas sob outra perspectiva, afinal, a noite já caiu em Moscou. Surgem os novos edifícios iluminados de Moscou City, a brilhante estação de trem de Kievskaya e construções históricas. "As luzes desses edifícios mais novos, o contraste do concreto com o horizonte, o pôr do sol... Parece que estamos em no cinema, vendo um filme, em um espetáculo", comentou o espanhol Andrés Espinosa.

Estadão Conteúdo

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