Lei Vini Jr. não será adotada pela Conmebol após estreia na Copa do Mundo
Jogadores que cobrirem a boca para se comunicarem com adversários não serão punidos com cartão vermelho na Libertadores e na Sul-Americana
A Conmebol anunciou nesta terça-feira que não adotará a chamada "Lei Vini Jr." em suas competições, apesar de implementar as demais mudanças das regras aprovadas pelo International Football Association Board (IFAB). As alterações passam a valer a partir da retomada dos torneios oficiais da entidade, em julho.
A norma, de adoção facultativa pelas confederações, prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca ao se comunicar com um adversário durante a partida. A medida estreou na Copa do Mundo de 2026 e ficou conhecida como "Lei Vini Jr." por ter sido criada para coibir provocações, insultos e ofensas sem possibilidade de leitura labial.
O primeiro caso de aplicação da regra ocorreu justamente no Mundial. O meia Miguel Almirón, do Paraguai, foi expulso por tampar a boca durante uma discussão em campo e recebeu a punição mínima prevista, de um jogo de suspensão. Mesmo com um jogador a menos, os paraguaios venceram a Turquia por 1 a 0.
Em comunicado, a Comissão de Árbitros da Conmebol informou que aplicará todas as demais alterações aprovadas pelo IFAB. Segundo a entidade, as mudanças têm como objetivo dar mais fluidez às partidas, reduzir as perdas de tempo, reforçar a conduta esportiva dos atletas e oferecer mais ferramentas para a arbitragem.
Dessa forma, Libertadores, Copa Sul-Americana e os demais torneios organizados pela Conmebol seguirão as novas regras, com exceção a que leva o nome do atacante do Real Madrid e da seleção brasileira.
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