Veja os números da técnica Pia Sundhage desde que chegou à Seleção Brasileira
Há quase quatro anos no comando, a gestão da sueca teve altos e baixos
Após o Brasil empatar com a Jamaica em 0 a 0, nesta quarta-feira, 2, e ser eliminado da Copa do Mundo na Fase de Grupos, muito se fala sobre o futuro da Seleção Brasileira. A equipe passou por uma renovação nos últimos quatro anos, desde a chegada da técnica Pia Sundhage. Apesar de acumular bons números, isso não foi o suficiente para manter o Brasil vivo na competição.
Pia foi apresentada na seleção brasileira dia 30 de junho de 2019. A treinadora assumiu o comando da equipe dias após a eliminação na Copa do Mundo da França. Na época, o Brasil enfrentava um momento difícil. Sob comando do técnico Vadão, que era muito criticado, o time chegou para disputar o último Mundial com nove derrotas seguidas. O desempenho na França não foi dos melhores, e caíram nas oitavas para as donas da casa.
De lá para cá, o cenário mudou para seleção brasileira. Pia comandou o Brasil em 57 jogos, com 34 vitórias, 13 empates e dez derrotas, com 67% de aproveitamento. O destaque da trajetória foi conquista da Copa América de 2022, de forma invicta e sem sofrer nenhum gol.
Mas nem tudo foi positivo, o Brasil passou por momentos difíceis, como a queda nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de 2021, em Tóquio.
Desde sua chegada, a técnica sueca promoveu o que chamava de “renovação”, visando chegar em melhores condições para o Mundial da Austrália e Nova Zelândia. Ela fez vários testes e cerca de 90 atletas passaram pela seleção durante a prepração.
Na convocação para a Copa, vimos a mescla que prometeu, com nomes experientes e jovens promessas. A lista contou com quase 50% de jogadoras novas em relação à convocação para o Mundial da França. Das 23 atletas, 12 eram novidades.
Mesmo com todo o trabalho e o longo processo, a seleção de Pia teve a pior campanha em Copas do Mundo nos útlimos 28 anos. Eliminada na fase de grupos, a técnica afirmou em coletiva que quer cumprir o contrato com a seleção brasileira, que termina depois da Olimpíada do ano que vem, em Paris. “Quanto a mim, meu contrato se encerra no dia 30 de agosto do ano que vem”.