CBF apoia Governo Federal em iniciativa contra violência às mulheres
Entidade visa preparação da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será no Brasil, como plataforma de mobilização social
O Governo Federal lançou, com apoio da CBF, uma iniciativa nacional de conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas no Brasil. Foi em evento na última terça (3/3), no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ). Assim, o ciclo de preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027 (que será no Brasil) serve como plataforma de mobilização social e engajamento público.
No evento, o Cristo Redentor foi iluminado na cor teal, símbolo global de solidariedade às sobreviventes de violência e de compromisso com a mudança cultural. Como parte desse legado, inicia-se também uma frente de cooperação com o Consórcio Cristo Sustentável, que já desenvolve diretamente ações de apoio, atendimento e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. Vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul destacou, então, a importância do apoio da entidade.
"Eu não tenho dúvida que o enfrentamento da violência contra mulheres seja uma das principais pautas do Brasil. E sendo o futebol uma importante ferramenta de comunicação social, que tem uma audiência extraordinária, a CBF não poderia deixar de apoiar o movimento", disse Ricardo.
Quem também falou sobre o movimento foi Rodrigo Caetano, aliás. O coordenador executivo das seleções masculinas aprovou a iniciativa, destacando, assim, a campanha da CBF contra o feminicídio.
"A CBF sempre apoiou causas como essa. Sempre esteve ao lado do combate a qualquer tipo de discriminação. E esse é mais um dos tantos problemas, que infelizmente a nossa sociedade encara. A CBF está ao lado desta campanha contra o feminicídio. E nós temos um engajamento de toda a CBF, de todos os profissionais e colaboradores", afirmou Caetano.
Ex-jogadora comenta iniciativa da CBF
A ex-meia Fanta, que disputou a Copa do Mundo Feminina de 1988 - a primeira da História, aliás -, comentou a iniciativa. Presente no evento e agora com 59 anos, a ex-atleta do Vasco falou sobre a importância da pauta.
"É uma pauta muito importante. A violência está em todos os lugares, está dentro de casa, no esporte, dentro de nossa vida. O futebol é uma porta de entrada para mostrar para essas pessoas que feminicídio nunca mais. A nossa Copa Feminina vai ser aqui em 2027 e nada mais justo que nós pioneiras estarmos juntos nesta pauta importante", enfatizou.
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