Copa do Brasil nasceu democrática; hoje prioriza os grandes
Sistema de disputa da competição evita “zebras”
Dez clubes chegaram à quarta fase da Copa do Brasil e cinco deles vão seguir na competição depois de confrontos previstos para este mês. Dos 80 que iniciaram a disputa, o quinteto sobrevivente vai se lançar às oitavas de final, juntando-se aos 11 clubes que estão em compasso de espera. Difícil imaginar nesse cenário que o vencedor da Copa não seja um dos gigantes do futebol do País.
Desde 2017, a Copa do Brasil tem esse sistema, com os cinco melhores das fases iniciais compondo com os 11 pré-classificados os grupos das oitavas. Nessa etapa, já é raro que algum “azarão’ ainda esteja na disputa.
Ou seja, muito provavelmente, no atual modelo, jamais Criciúma, Juventude, Santo André e Paulista, respectivamente campeões em 1991, 1999, 2004 e 2005, vão conseguir ganhar outro título, assim como os clubes do mesmo patamar.
Para se ter uma ideia mais precisa disso, basta checar como foi a Copa do Brasil de 1991. O Criciúma assegurou vaga nas oitavas após superar um único adversário – o Ubiratan, do Mato Grosso do Sul. Depois, venceu Atlético-MG, Goiás e Remo para decidir o título, e ganhar, contra o Grêmio.
Agora, entre os que aguardam presença no momento que a Copa do Brasil realmente esquenta, há geralmente três que não fazem parte da elite nacional, que não integram o grupo dos 13 candidatos naturais aos principais títulos brasileiros - o campeão da Série B e os da Copa Verde e do Nordeste.
Aí o desnível técnico e financeiro se impõe. Para que obtenham o troféu, precisariam derrotar consecutivamente quatro adversários, teoricamente de peso, em jogos de ida e volta – missão quase impossível para quem não faça parte da lista que inclui Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Vasco, Santos, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Fluminense, Botafogo e Athletico-PR.
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