Copa da Ásia 2027 pode ser adiada para 2028 devido ataques houthis contra a Arábia Saudita
Segundo o comitê organizador, ainda é cedo para tomar um decisão, mas prevê que o torneio deve seguir 'conforme o planejado'
A Copa da Ásia de 2027, prevista para janeiro na Arábia Saudita, pode ser adiada para 2028 devido aos recentes ataques rebeldes houthis no país, que já afetaram jogos da liga local. Apesar da ameaça à segurança, o comitê organizador mantém os preparativos em Jidá, Riad e Al Khobar. Segundo o presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Salman bin Ebrahim al Khalifa, a situação segue em monitoramento e a decisão definitiva sobre a postergação do torneio pode aguardar até o fim de novembro.
A Copa da Ásia 2027 pode ser adiada para 2028 devido a nova onda de ataques houthis contra a Arábia Saudita, país sede do torneio. Em nota publicada nesta quinta-feira, 15, os organizadores sauditas afirmam que o torneio deve seguir "conforme o planejado", mas que "não há pressa" para tomar uma decisão.
A competição, com início previsto para 7 de janeiro, deve ser disputada nas cidades sauditas de Jidá, Riad (capital do país) e Al Khobar. Vários eventos esportivos, incluindo partidas da liga saudita de futebol, foram adiados devido aos crescentes ataques contínuos do grupo rebelde pró-Irã.
O comitê organizador local da Copa da Ásia, o maior torneio de futebol do continente, afirmou que "mantém seu compromisso de dar continuidade aos preparativos e de garantir a disponibilidade dos recursos necessários para oferecer um torneio que reflita as ambições e os padrões da Arábia Saudita como país-sede".
"Ao mesmo tempo", acrescentou, "continuará monitorando a evolução dos acontecimentos relacionados ao torneio e zelará para que existam as condições adequadas para a sua realização bem-sucedida". O presidente da AFC, o sheik Salman bin Ebrahim al Khalifa, declarou a jornalistas na quarta, 14, que poderiam esperar até o final de novembro para tomar uma decisão definitiva.
"Poderíamos adiar por um ano, até 2028, se fosse necessário", disse ele. "Mas, por enquanto, estamos acompanhando a situação e tudo avança conforme o previsto." /AFP
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