STJD divulga resultado do julgamento de Pulgar, do Flamengo
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva absolveu o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, por ocorrências no clássico pelo Brasileirão. Pulgar havia sido denunciado por jogada violenta, mas foi liberado por unanimidade, mantendo-se a punição aplicada em campo. Já Montenegro, que corria risco de suspensão por ofensas à arbitragem em coletiva de imprensa, foi absolvido por maioria, que considerou suas falas protegidas pela livre manifestação.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou e absolveu, nesta quinta-feira, o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, por episódios ocorridos durante o clássico pelo Campeonato Brasileiro. O julgamento foi realizado pela 4ª Comissão Disciplinar da entidade.
Julgamento de Erick Pulgar
Pulgar foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "praticar jogada violenta", devido a uma entrada dura com a sola no joelho direito do atacante Castillo durante a partida. No lance ocorrido em campo, o árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou apenas o cartão amarelo, e o VAR, liderado por Daniel Nobre Bins, não recomendou a revisão.
A 4ª Comissão Disciplinar decidiu, por unanimidade, absolver o volante chileno. O relator do caso, o auditor Gabriel Fonseca, pontuou que o tribunal está vinculado à denúncia e que o papel da Justiça Desportiva não é reavaliar ou punir a mais do que a atuação já julgada pela arbitragem em campo.
Com a decisão unânime de primeira instância, que ainda é passível de recurso por parte da procuradoria, Pulgar segue liberado para defender o Flamengo na competição.
Absolvição do Presidente do Fluminense
No mesmo processo, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foi enquadrado no artigo 258 do CBJD ("Conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva") por suas declarações em coletiva de imprensa após o clássico, nas quais criticou duramente a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein e a atuação do VAR, definindo-as como "um lixo" e "uma merda".
O dirigente corria o risco de receber uma suspensão de 15 a 180 dias, mas acabou sendo absolvido por 2 votos a 1.
A defesa argumentou que a manifestação de Montenegro tratou-se de uma crítica abstrata aos aspectos qualitativos da arbitragem, estando amparada pela livre expressão do pensamento, entendimento acompanhado pelo relator Gabriel Fonseca. O único voto a favor da condenação foi do advogado Caio Carvalho Barros, que entendeu que as falas ultrapassaram o limite aceitável de reclamação.
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