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Relatório aponta que ICE usa futebol para fazer ações contra imigrantes nos EUA e acende alerta para a Copa do Mundo

Organização afirma que agentes de imigração já detiveram ao menos 17 pessoas ligadas ao esporte e cobra medidas da Fifa

13 jun 2026 - 11h05
(atualizado às 11h25)
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Na última semana, ativistas se reuniram em frente à sede da Fifa em Miami
Na última semana, ativistas se reuniram em frente à sede da Fifa em Miami
Foto: Divulgação/HRSA

Partidas e eventos ligados ao futebol nos Estados Unidos têm se tornado alvo frequente de operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), segundo um relatório divulgado pela organização Human Rights Soccer Alliance. A entidade afirma que o esporte passou a ser um foco das ações migratórias por reunir muitos imigrantes, especialmente de comunidades latino-americanas.

De acordo com o documento, ao menos 17 pessoas ligadas ao futebol, entre jogadores, treinadores e familiares de atletas, foram detidas por agentes de imigração desde o início de 2025, período em que o governo de Donald Trump ampliou as operações de fiscalização migratória no país. Parte dos detidos acabou deportada.

A organização argumenta que o futebol ocupa papel central em muitas comunidades de imigrantes nos Estados Unidos e que operações realizadas em escolas, parques, centros comunitários e instalações esportivas têm afetado diretamente esses grupos.

O relatório também expõe preocupação com a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos. Segundo a entidade, não há orientação oficial impedindo que agentes do ICE realizem detenções em estádios ou em áreas próximas aos jogos. Diante disso, a Human Rights Soccer Alliance pede que a Fifa proíba ações do ICE em locais relacionados ao Mundial, evite compartilhar dados de torcedores com autoridades de imigração e oriente equipes a não colaborar com fiscalizações, exceto mediante ordem judicial.

Entre os casos citados está o de Emerson Colindres, jovem jogador deportado para Honduras após ser detido no dia de sua formatura no ensino médio, em Ohio. Outro episódio  envolve dois atletas presos durante um treinamento em um complexo esportivo de Nova York. O documento também menciona a deportação de um imigrante que havia ido ao estádio MetLife com os filhos para assistir à final do Mundial de Clubes da Fifa.

Segundo a ONG, as cidades que receberão partidas da Copa concentram um número elevado de detenções de imigrantes. Com base em dados oficiais do governo americano, a entidade afirma que mais de 92 mil pessoas foram presas pelo ICE nesses locais entre janeiro e outubro de 2025.

Grupos têm se manifestado em defesa de seus direitos. Na última semana, ativistas se reuniram em frente à sede da Fifa em Miami, para cobrar garantias de proteção a torcedores, atletas e profissionais envolvidos no torneio.

Durante o protesto, representantes afirmaram que já houve casos de restrições à entrada de estrangeiros nos Estados Unidos e alertaram para o risco de novas detenções durante a competição. Alguns ativistas chegaram a recomendar que visitantes internacionais reconsiderem viagens ao país para acompanhar os jogos da Copa do Mundo.

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Fonte: Portal Terra
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