Rede hoteleira americana troca estratégia e reduz preços para a Copa do Mundo
Por enquanto, a procura ficou bem abaixo das expectativas nos Estados Unidos
Faltando 56 dias para o início da Copa do Mundo a ser realizada no Estados Unidos, Canadá e México existe uma grande preocupação da rede hoteleira norte-americana. O preço alto dos ingressos e algumas incertezas estão afastando a torcida.
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Para reverter a situação, hotéis em cidades-sede passaram a reduzir significativamente os preços das diárias, em um movimento que reflete a cautela dos torcedores diante de custos elevados e incertezas globais.
Segundo o jornal Financial Times, as tarifas para dias de jogos em cidades como Atlanta, Dallas, Miami, Filadélfia e San Francisco caíram cerca de um terço em relação ao pico registrado no início do ano. O cenário indica que o fluxo de visitantes internacionais não atingiu o nível previsto pelo setor.
A expectativa inicial era de que o Mundial ajudasse a impulsionar o turismo nos Estados Unidos. O presidente da Associação de Hotéis de Nova York, Vijay Dandapani, afirmou que o aumento de demanda ainda não se concretizou. “Posso afirmar categoricamente que ainda não vimos um aumento significativo. É possível que haja algum crescimento, mas certamente não será a abundância prometida pela Fifa”, destacou.
“Estou vendo muitas pessoas começarem a entrar em pânico e reduzir suas tarifas”, afirmou Scott Yesner, fundador da empresa Bespoke Stay, especializada em aluguel de curto prazo e hotéis boutique.
Outro fator que ampliou a oferta foi o cancelamento, pela Fifa, de reservas previamente contratadas para equipes técnicas e delegações. Segundo o analista Jan Freitag, da CoStar, isso deixou os hotéis com “muito mais quartos disponíveis para vender no período entre os jogos”.
Estimativas indicam que um torcedor precisaria gastar ao menos US$ 6.900 para assistir a todos os jogos de sua seleção até a final, valor muito superior ao da Copa do Catar.
Outros fatores como inflação, aumento do preço das passagens aéreas e tensões internacionais têm desestimulado as viagens. Para Lior Sekler, executivo da HRI Hospitality, o interesse internacional diminuiu: “Obviamente, o desejo das pessoas de viajar para os Estados Unidos neste momento está menor”.
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