Opinião: Inglaterra covarde, Messi obstinado e torcida incansável conduzem Argentina à 2ª final seguida de Copa, rumo ao bi
Messi faz nos Estados Unidos a melhor de suas cinco Copas. Foram dele oito dos 19 gols dos sul-americanos
Até onde a seleção da Argentina poderia chegar sem Messi? Não é nesta Copa do Mundo que vamos saber. Com o melhor camisa 10 da história entre jogadores humanos – porque o extraterrestre Pelé não conta –, o time sul-americano chegou nesta quarta-feira, 15, em Atlanta, a sua segunda final seguida e vai enfrentar a Espanha rumo ao bi.
Messi faz nos Estados Unidos a melhor de suas cinco Copas. Foram dele oito dos 19 gols dos sul-americanos. De seus pés saíram 3 assistências, incluindo uma de hoje no jogo contra a covarde Inglaterra.
Em uma partida cercada de rivalidade dentro e fora de campo, por Maradona e pelas Malvinas. Os ingleses fizeram um primeiro tempo quase impecável, de marcação forte, sem deixar Messi jogar. Abriram o placar no início do segundo tempo e perderam uma chance raríssima neste Mundial: breves minutos em que a torcida da Argentina ficou calada. E aí passaram vergonha.
A Inglaterra se fechou na defesa. Kane e Bellingham não viram mais a cor da bola. Messi, diante da escalação errada de Scaloni que montou o time com três atacantes, recuou para armar as jogadas mais de trás. Deixou os companheiros em chance de fazer pelo menos quatro gols. Um deles entrou.
O empate com o improvável Enzo Fernandes voltou a incendiar os argentinos. Era possível ver pânico no rosto dos ingleses, totalmente acuados. Era como se um país inteiro estivesse dentro do estádio de Atlanta e uma ilha inteira tivesse saído correndo.
Ao 85 minutos, o gol do sempre guerreiro Lautaro Martinez colocou a Argentina em mais uma final de Copa. A acústica do estádio fechado ensurdeceu todos os presentes.
A Argentina sem Messi não parece mais do que um time comum. Mas Messi não é comum. E a paixão dos sul-americanos é de dar inveja a qualquer brasileiro, embora digam que não. Que os espanhóis se preparem para Nova York, porque depois de quatro viradas, força mental é que o que os argentinos mais têm.
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