Haiti teve que jogar Eliminatórias longe de casa e se inspira em superação de zagueiro
Seleção Brasileira enfrenta a equipe caribenha pela segunda rodada da Copa do Mundo
O Haiti será o segundo adversário da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Não é novidade que dificilmente os caribenhos vão conseguir avançar ao mata-mata do Mundial, mas só de estarem na competição já podem se considerar vitoriosos.
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Para conquistarem a classificação após 52 anos, os haitianos tiveram que mandar seus jogos em Curaçao por causa da insegurança e violência no país. Em meio à jornada de superação, um jogador é considerado exemplo de quem enfrentou adversidades: Ricardo Adé, de 36 anos.
Hoje titular na equipe de Sébastien Migné, o zagueiro da LDU, do Equador, chegou até mesmo a morar na rua enquanto tentava encontrar seu lugar ao sol no futebol. Após deixar o Haiti, usou todas as economias e mudou-se para a Tailândia com o suposto convite de um empresário para atuar em um clube asiático.
O problema foi que tudo não passou de um golpe. Adé desembarcou na Tailândia e o empresário não apareceu. “As pessoas passavam por mim e tapavam o nariz”, contou em entrevista ao jornal Primicias, em 2023.
Do outro lado do mundo, sozinho e sem dinheiro para voltar imediatamente para a casa, o zagueiro passou um período fazendo apenas uma refeição por dia e foi em busca de uma equipe para treinar.
Essa rotina seguiu até que conseguiu voltar ao Haiti, e, quando estava quase desistindo do futebol, recebeu um convite para se juntar ao Miami United, dos Estados Unidos. Aos 26 anos, o sonho se realizou e assinou seu primeiro contrato profissional, com o Santiago Morning.
Três anos depois do primeiro contrato profissional, se transferiu para o Mushuc Runa e iniciou a trajetória no Equador, onde passou pelo Aucas e, em 2023, assinou com a LDU, onde atua até hoje.
“Quando cheguei ao Equador, senti que encontrei meu lugar favorito no mundo, minha segunda casa. Estou longe da minha família, trabalhando para eles e para mim. Muito feliz. Encontrei meu lugar no mundo e estou desfrutando”, falou ao site da Fifa.
Agora, Adé espera mais uma batalha em sua vida na Copa do Mundo. Na estreia, o Haiti perdeu por 1 a 0 para a Escócia.
“A vida do meu povo é assim. O Haiti sempre teve que lutar, não será diferente na Copa. O importante era chegar ao Mundial. Qualquer grupo seria difícil mesmo, estamos falando de uma Copa do Mundo. Nós estamos em um grupo muito duro, mas temos nossas armas. É um processo e vamos passo a passo”, completou.
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